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Mau tempo interrompe vôos na região da Caxemira | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Oito dias depois do terremoto que atingiu a região, o mau tempo está prejudicando as operações de resgate das vítimas e envio de suprimentos na área da Caxemira administrada pelo Paquistão. A Cruz Vermelha Internacional afirmou que está tentando enviar ajuda a sobreviventes no vale do rio Jhellum, que é inácessível. E as condições do tempo interrompeu vôos nesta região da Caxemira neste domingo. As autoridades paquistanesas afirmaram no domingo que o número de pessoas mortas no terremoto já ultrapassou os 40 mil. Milhões perderam suas casas e teme-se que a situação de sobreviventes que ficaram isolados piore. 'Processo lento' A Cruz Vermelha Internacional afirma que a situação no vale do rio Jhellum está piorando, e esta é uma região em que muitas pessoas morreram no terremoto. Em uma declaração divulgada neste domingo, a Cruz Vermelha afirmou que, dentro de um mês, neve pesada vai limitar o uso de helicópteros e a reabertura de estradas está sendo um "processo lento e difícil". Ainda segundo a declaração, o mau tempo também está atrasando a abertura de um hospital de campanha na cidade de Muzaffarabad. Mas, neste domingo, uma menina de 11 anos, que sofre de paralisia infantil, foi resgatada pelo Exército paquistanês, oito dias depois do terremoto. Dois de seus irmãos conseguiram chamar a atenção dos soldados depois de andaram de seu vilarejo perto da cidade de Balakot, segundo informações do porta-voz do Exército, Maj Gen Shaukat Sultan. Hipotermia A Organização Mundial de Saúde alertou que os sobreviventes do terremoto poderão sofrer com a hipotermia, já que a neve, comum no inverno, começou a se acumular no alto das montanhas. O mau tempo também foi o responsável pela queda, no sábado, de um helicóptero do Exército paquistanês, que executava uma missão de ajuda aos sobreviventes. Todos os seis tripulantes morreram. Os helicópteros têm importância vital nas operações na região pois muitas comunidades e milhares de pessoas ainda estão isoladas devido aos deslizamentos de terra que bloquearam as estradas. As poucas estradas que não foram bloqueadas, estão freqüentemente congestionadas. O Instituto Meteorológico do Paquistão, em Islamabad, está prevendo mais chuva na segunda-feira, seguida de uma onda de frio. As autoridades entregaram 18 mil barracas para as regiões afetadas, mas são necesssárias 100 mil. O terremoto deixou 60 mil pessoas feridas e outros 3,3 milhões sem casas. Outras 1,4 mil morreram na área da Caxemira administrada pela Índia. Segundo o governo do Paquistão, serão necessários US$ 5 bilhões (cerca de R$ 11,2 bilhões) para obras de recuperação da infra-estrutura da região.
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