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Atualizado às: 09 de outubro, 2005 - 13h03 GMT (10h03 Brasília)
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Mortes por terremoto no sul da Ásia se aproximam de 20 mil
Paquistanteses carregam corpo de vítima do terremoto
Mais de 80 pessoas foram retiradas com vida de prédio desabado
O número de mortos pelo terremoto de sábado no sul da Ásia já se aproxima dos 20 mil. O Paquistão confirmou no início da tarde de domingo 19.136 mortes. Ao menos outras 600 mortes foram confirmadas na Índia.

O terremoto, cujo epicentro foi localizado na parte da Caxemira administrada pelo Paquistão, registrou 7,6 graus na escala Richter e destruiu vilas inteiras.

Segundo o ministro do Interior do Paquistão, Aftab Sherpao, o número de feridos já chega a 42.397.

As autoridades dizem que os números devem ser ainda maiores. “É uma situação tão horrenda que ninguém consegue imaginar. Os números de mortos e feridos aumentam hora a hora”, disse Sherpao.

Equipes de resgate ainda procuravam sobreviventes em meio aos escombros em várias cidades e vilarejos atingidos pelo tremor.

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, pediu ajuda à comunidade internacional para os trabalhos de resgate.

Segundo Musharraf, grandes helicópteros de carga, “o quanto maiores melhor”, são necessários para atingir áreas remotas atingidas. Ele também pediu barracas, cobertores e remédios para os sobreviventes.

O tremor, cujo epicentro foi 80 km a nordeste da capital paquistanesa, Islamabad, também foi sentido em partes da Índia e do Afeganistão.

Isolamento

O terremoto provocou, segundo as autoridades, deslizamentos de terra e bloqueios de estrada, além do corte do fornecimento de energia elétrica e das linhas telefônicas.

Helicópteros foram enviados para a região para auxiliar nos trabalhos de resgate.

Um correspondente da BBC que andou 12 quilômetros para chegar à capital da Caxemira paquistanesa, Muzaffarabad, disse que a maioria das construções na cidade foram destruídas ou seriamente danificadas.

Segundo ele, a maioria da população passou a última noite desabrigada, ao ar livre, aguardando socorro.

Um hospital foi destruído e o outro hospital da cidade lutava para atender a demanda, com muitos pacientes aguardando atendimento nos corredores.

O estádio de críquete da cidade foi transformado em abrigo para os desabrigados. Muitos feridos em estado grave aguardavam para serem transferidos de helicóptero para Islamabad.

Ajuda

Vários países ofereceram ajuda, e a ONU está enviando uma equipe para coordenar os trabalhos de resgate e ajuda humanitária.

Diversos países enviaram equipes médicas e de resgate para o Paquistão, incluindo a Grã-Bretanha, os EUA, a China, o Japão e a Turquia. A Rússia e a Malásia disseram estar preparadas para enviar equipes.

Suprimentos como barracas, cobertores e purificadores de água também foram enviados.

Muitos países também prometeram ajuda econômica, mas nenhum deles até agora se comprometeu com mais de meio milhão de dólares.

No sábado a União Européia disse estar preparada para liberar ajuda financeira assim que as agências de auxílio que trabalham nos resgates solicitassem.

Tremores secundários

O correspondente da BBC em Islamabad Zaffar Abbas disse que tremores secundários continuavam sendo sentidos muito após o terremoto inicial.

Os edifícios da cidade tremeram por volta de um minuto, segundo os moradores.
“Podemos dizer que foi um dos tremores mais fortes já sentidos em Islamabad”, disse Mohammad Hanif, do Departamento Meteorológico do Paquistão.

O terremoto foi registrado às 8h50 do sábado (0h50 em Brasília) pelo Centro de Observação Geológica dos EUA.

As regiões mais afetadas foram a Província da Fronteira Norte-Oeste (NWFP), no Paquistão, e a Caxemira, território administrado pelo Paquistão e pela Índia.

A Caxemira ainda é disputada pelo Paquistão e pela Índia, sendo que cada país controla uma parte da região.

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