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ONU pede mais helicópteros para vítimas de tremor | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O coordenador de operações de emergência da ONU (Organização das Nações Unidas), Jan Egeland, fez nesta quinta-feira um apelo urgente para o envio de mais helicópteros para a região afetada pelo terremoto no Paquistão. Egeland fez o pedido durante sua visita à região da Caxemira administrada pelo Paquistão depois do terremoto de sábado, que matou pelo menos 25 mil pessoas no Paquistão, de acordo com as autoridades do país. No território da Caxemira controlado pela Índia teriam sido pelo menos 1,2 mil mortos. Segundo Egeland, são necessários pelo menos três vezes mais helicópteros do que o número que está atualmente na região e acrescentou que, apesar das equipes de resgate estarem trabalhando bem em cidades maiores, vilarejos menores ainda não foram alcançados e a ONU "está perdendo a corrida contra o relógio" nestes locais. "Nunca vi tanta devastação. Estamos no sexto dia de operações e, a cada dia a escala da destruição é maior. Vimos um quadro muito grave e precisamos triplicar o número de helicópteros em operação." "Meu apelo ao mundo é mandem mais ajuda e mais recursos", disse. A comunidade internacional já enviou 20 helicópteros para a região afetada. Cidades de barracas O governo paquistanês anunciou também nesta quinta-feira que irá erguer cidades inteiras com barracas para abrigar as centenas de pessoas que ficaram desabrigadas após o tremor. O ministro da Informação, Sheikh Rashid Ahmed, disse à BBC que cinco dessas cidades seriam criadas perto da capital do Paquistão, Islamabad. A ONU estima que cerca de dois milhões de pessoas devem precisar de novas casas e um milhão necessitam ajuda urgente. Muitos sobreviventes do terremoto ainda estariam chegando a cidades, vindos de áreas montanhosas. Dezenas de milhares teriam chegado à cidade de Balakot, também devastada pelo sismo, deixando mortos e feridos para trás nas montanhas, onde a situação estaria se deteriorando. "Nenhuma equipe de resgate veio ao nosso vilarejo. A maioria das pessoas fugiu e apenas os feridos ficaram para trás. Nada foi enviado pelos helicópteros", disse Zaman, um refugiado de 28 anos da cidade de Bahngia. Exército O governo do Paquistão negou que soldados da Índia tenham cruzado a fronteira no território da Caxemira para ajuda na operação de ajuda às vítimas do terremoto. O Exército da Índia afirmou que seus soldados cruzaram a chamada Linha de Controle duas vezes a pedido de soldados paquistaneses. Mas, um porta-voz do Exército paquistanês disse à BBC que estas informações, que ainda falavam que os soldados indianos estavam ajudando os paquistaneses a reconstruírem seus abrigos destruídos no terremoto, eram "inimagináveis" e "fabricadas". Índia e Paquistão já se envolveram em dois conflitos devido à disputa pela região da Caxemira. O porta-voz do Exército paquistanês também negou que o terremoto possa ter causado dano às instalações nucleares do país. Tremor Nesta quarta-feira um outro tremor abalou o Paquistão, provocando medo entre os sobreviventes do terremoto do último sábado. A magnitude do tremor foi de 5,6 na escala Richter – dois pontos a menos do que o terremoto do fim de semana. O sismo ocorreu à 1h23 do horário local (17h23 em Brasília) e teve seu epicentro a 135km da capital paquistanesa, Islamabad. Não há registros de vítimas. Desde sábado, houve mais de 20 tremores subseqüentes, com um deles chegando a 6,2 pontos. "Eles vão continuar por meses, possivelmente anos", disse o geofísico Don Blakeman, do Centro Nacional de Informações sobre Terremotos do Serviço Geológico dos Estados Unidos, à agência de notícias Associated Press.
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