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Ajuda chega à região mais afetada por tremor no Paquistão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Caminhões carregando comida e medicamentos começaram a chegar a Muzaffarabad, capital da Caxemira controlada pelo Paquistão, na região mais afetada pelo terremoto que atingiu a Ásia no sábado. Pelo menos 20 mil pessoas morreram, e as autoridades paquistanesas admitem que tiveram dificuldades para ajudar as vítimas inicialmente, devido a estradas bloqueadas e dificuldades de acesso. Outros países estão ajudando a fornecer barracas e cobertores para os desabrigados, além de ceder helicópteros. A expectativa é de que centenas de milhares de pessoas passem a noite sem ter onde dormir, enfrentando o frio do outono, e muitos têm demonstrado irritação com a demora do governo em dar a eles assistência. Algumas pessoas desesperadas estão saqueando lojas e casas, e grupos têm atacado os caminhões de alimentos que chegam para a população. Ajuda da Índia O país já declarou que aceitará 25 toneladas de alimentos e remédios oferecidos pela Índia, tradicional rival regional, com quem já esteve em guerra duas vezes pelo controle da Caxemira. O Paquistão descartou, porém, uma operação de resgate conjunta na fronteira que divide o território disputado. A porção sob controle indiano da Caxemira também foi abalada pelos tremores. As autoridades dizem que pelo menos 950 pessoas morreram na região sob administração de Nova Délhi. Estados Unidos Os Estados Unidos prometeram ao Paquistão US$ 50 milhões para operações de resgate, enquanto o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos vão doar US$ 100 milhões cada. Seis helicópteros militares de uma base aérea americana no vizinho Afeganistão já chegaram ao Paquistão. O embaixador dos Estados Unidos em Islamabad, Ryan Crocker, disse que aviões americanos com mantimentos para a população desabrigada estão formando uma "ponte aérea virtual" rumo ao Paquistão. "Sabemos que cada hora conta num terremoto como este", disse o coordenador para emergências da ONU, Jan Egeland. As autoridades paquistanesas pediram à ONU que coordenasse a ajuda internacional. Crianças Um porta-voz do Exército paquistanês disse que as crianças foram as maiores vítimas do terremoto que atingiu o sudeste da Ásia. O general Shaukat Sultan disse à agência de notícias France Presse que toda “uma geração” de jovens foi eliminada pelo tremor. Segundo ele, muitas das crianças morreram como resultado do desmoronamento de escolas onde elas se encontravam. O sismo de sábado chegou a 7,6 pontos na escala Richter. Muitas das áreas que foram afetadas pelo terremoto só começaram a ser acessadas por equipes de resgate nesta segunda-feira. Foram necessários dois dias para reabrir as estradas que dão acesso às cidades de Muzaffarabad, capital do lado da Caxemira administrado pelo Paquistão, e Balakot, na província paquistanesa da Fronteira Noroeste, possibilitando o envio de alimentos e suprimentos médicos. Acredita-se que 11 mil pessoas tenham morrido em Mazaffarabad, onde metade das construções teria sido destruída na tragédia. “As pessoas perderam tudo, não têm roupas ou comida, nada”, disse Asim Butt, um morador de Mazafarabad, à agência de notícias Reuters. “As pessoas começaram a roubar coisas das lojas.” Em Balakot, a reabertura da estrada que dá acesso à cidade permitiu a chegada de maquinário pesado para remover os escombros. Mas um correspondente da BBC na cidade diz que os equipamentos só podem fazer uma pequena diferença na imensa montanha de ruínas que existe hoje em Balakot. Enquanto isso, moradores estão procurando sobreviventes com pás e picaretas, e algumas pessoas foram retiradas dos escombros, como quatro mulheres que estavam em uma loja. Agências de ajuda humanitária dizem que 120 mil pessoas estão precisando urgentemente de abrigos e que o total de pessoas que perderam suas casas no terremoto pode chegar a 4 milhões.
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