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Paquistão faz apelo por mais ajuda internacional | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Paquistão, general Pervez Musharraf, fez um apelo por ajuda internacional urgente e disse que seu país não tinha condições de dar conta dos trabalhos de resgate e atendimento das vítimas do terremoto de sábado na Ásia. Dezenas de milhares de pessoas no norte do Paquistão e da Índia tiveram que passar a noite sob céu aberto por causa da devastação causada pelo terremoto, que causou a morte de pelo menos 20 mil pessoas. A área mais afetada - na província paquistanesa Fronteira Norte Oeste e na região da Caxemira, que é administrada pelo Paquistão e pela Índia - fica no alto das montanhas, onde as temperaturas caem bastante à noite. Musharraf pediu que a comunidade internacional enviasse dinheiro, remédios, tendas, cobertores, purificadores de água e helicópteros. Autoridades disseram que 11 mil pessoas morreram apenas na cidade de Muzaffarabad, a capital do território da Caxemira administrado pelo Paquistão. Várias das vítimas eram crianças que foram soterradas sob os escombros de suas escolas. A cidade de Balakot, cerca de 100 km ao norte de Islamabad foi quase totalmente destruída.
Um correspondente da BBC que chegou à cidade disse que a única ajuda que estava chegando ao local eram suprimentos jogados de ocasionais helicópteros militares. Resposta internacional Vários países ofereceram ajuda, e a ONU está enviando uma equipe para coordenar os trabalhos de resgate e ajuda humanitária. O presidente americano George W. Bush anunciou que os Estados Unidos vão enviar oito helicópteros para ajudar nos serviços de emergência e que estaria disposto a enviar mais ajuda. A Índia, tradicional inimiga do Paquistão, também ofereceu ajuda. Musharraf agradeceu, mas disse não poder aceitar a oferta, pois isso seria uma "questão delicada". Diversos países enviaram equipes médicas e de resgate para o Paquistão, incluindo a Grã-Bretanha, os EUA, a China, o Japão e a Turquia. A Rússia e a Malásia disseram estar preparadas para enviar equipes. Suprimentos como barracas, cobertores e purificadores de água também foram enviados. Muitos países também prometeram ajuda econômica, mas nenhum deles até agora se comprometeu com mais de meio milhão de dólares.
No sábado, a União Européia disse estar preparada para liberar ajuda financeira assim que as agências de auxílio que trabalham nos resgates solicitassem. Índia Deslizamentos de terra e avalanches continuam dificultando os trabalhos de resgate no lado administrado pela Índia na Caxemira. Equipes de resgate do exército indiano não conseguiram chegar ainda a várias aldeias localizadas no alto das montanhas. Autoridades dizem que pelo menos 600 pessoas morreram na região, mas acreditam que este número deve subir. Um correspondente da BBC que viajou até a cidade de Uri, perto da fronteira com o lado paquistanês da Caxemira, disse que soldados indianos passaram o dia cavando entre os destroços em busca de sobreviventes - mas encontraram mais mortos do que pessoas com vida. |
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