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Mau tempo prejudica ajuda no Paquistão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O mau tempo prejudicou as operações de ajuda às milhões de pessoas afetadas pelo terremoto do último sábado, que atingiu principalmente o Paquistão. Helicópteros tiveram de suspender os vôos até que diminuíssem as chuvas, que também atrapalharam o transporte de suprimentos por caminhões. Alguma ajuda já chegou a cidades próximas do epicentro do desastre, mas a correspondente da BBC Dumeetha Luthra diz que em Muzaffarabad, cidade da Caxemira paquistanesa que foi a mais destruída pelo terremoto, ainda não há uma operação de ajuda em grande escala. A correspondente da BBC diz ainda que as pessoas procuram por água, comida e cobertores para se proteger do frio e da umidade. Milhares tiveram de passar a quarta noite ao relento. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que quatro millhões de pessoas tenham sido afetadas pelo tremor de 7,6 graus na escala Richter que também foi sentido na Índia e em Bangladesh. Dois milhões perderam as suas casas e um milhão estaria passando por extremas necessidades. Apelo da ONU A entidade lançou um apelo nesta terça-feira por US$ 270 milhões apenas para cobrir operações imediatas nas áreas mais afetadas pelo terremoto. Segundo a ONU, os itens mais importantes agora são barracas, cobertores, aquecedores, remédios e helicópteros. A Otan (aliança militar ocidental liderada pelos EUA) já concordou em coordenar a distribuição de ajuda no Paquistão. O primeiro-ministro do Paquistão, Shaukat Aziz, disse que pelo menos 23 mil pessoas morreram no terremoto no país, revisando para baixo a estimativa anterior, que era de 33 mil. Na Caxemira indiana, o número confirmado de mortes chega a 1,3 mil, mas tende a aumentar. Com muitas estradas obstruídas, equipes de resgate ainda não conseguiram ter acesso a mais de 12 mil pessoas que vivem nas montanhas da região. O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, visitou áreas bastante afetadas pelo terremoto na área da Caxemira administrada por seu país. Um correspondente da BBC na Índia disse que em uma das cidades mais devastadas pelo abalo sísmico, Uri, moradores locais cobraram de Singh ajuda do governo. O primeiro-ministro indiano afirmou que está ciente das falhas na prestação de socorro, mas que o governo está fazendo o que pode. Singh anunciou ainda um pacote de ajuda de mais de US$ 100 milhões para a região afetada pelo terremoto. Revolta Assim como na Índia, há comunidadas de áreas mais remotas do Paquistão que não receberam nenhum tipo de assistência e que com o passar do tempo ficam mais revoltados e desesperados. "A maioria das pessoas aqui está maldizendo o governo por ainda não ter dado a devida atenção (à tragédia) e nós concordamos com o sentimento deles", disse Ayub, um estudante de medicina que ajudava vítimas em Balakot à agência de notícias Reuters. Em cidades destruídas, os sobreviventes procuram parentes e amigos entre os entulhos, mas as chances de encontrarem alguém com vida são cada vez menores. Segundo Imogen Foulkes, correspondente da BBC em Genebra, na Suíça, onde foi lançado o apelo da ONU, funcionários da organização disseram que o acesso à região afetada é um pesadelo logístico. Além da destruição de pontes e estradas, a ONU acredita que pelo menos mil hospitais estão em ruínas.
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