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Paquistão: Mortos pós-terremoto já são mais de 38 mil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Paquistão anunciou acreditar que subiu para 38 mil o número de mortos por causa do terremoto que atingiu o país exatamente uma semana atrás. Trata-se de uma diferença de mais de 13 mil mortes em relação à última estimativa, o que o governo atribui à quantidade de corpos que continuam a ser encontrados entre os escombros. O número oficial de feridos também aumentou, ultrapassando os 60 mil. Nas regiões mais atingidas, ventos fortes e temporais estão atrapalhando os trabalhos de resgate e assistência às vítimas. Helicópteros que usados nas operações de ajuda retomaram os vôos depois de passarem a manhã impedidos de transitar. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) disse que o risco de morte para as crianças é alto, por causa da combinação de frio, fome e doenças. Outra organização de assistência humanitária, a Save the Children, afirmou que já há relatos de crianças que sucumbiram à falta de abrigo. O mau tempo também é preocupante para os demais desabrigados. A organização britânica Oxfam disse que cidades das áreas mais remotas ainda estão à espera de milhares de barracas e cobertores, mas as estradas estão intransitáveis. Sobrevivente Na sexta-feira, um bebê de 18 meses foi retirado com vida dos escombros no vilarejo de Balimang, na província da Fronteira Noroeste. A equipe que resgatou a menina tinha caminhado 11 quilômetos até a cidade, que está isolada. Moradores indicaram um local em que ainda poderia haver sobreviventes. O grupo de assistência encontrou ali quatro corpos, além do bebê. Perto do local também foram achados os corpos da mãe e de dois irmãos da menina. O pai, Mohammed Azfal, sobreviveu à tragédia. Críticas Ainda na sexta-feira, o clérigo muçulmano Abdul Ghaffourullah, um importante líder religioso da Caxemira administrada pelo Paquistão, criticou o governo paquistanês de lentidão na resposta ao terremoto. "As equipes técnicas nos disseram que agora as chances de sobrevivência são menores que 2%", disse ele, segundo a agência de notícias France Presse. Ele também condenou os saques aos caminhões de mantimentos que estão chegando à região. "Se continuarmos com essas atitudes, nenhum país do mundo vai vir nos ajudar", disse. Acredita-se que pelo menos 1,4 mil pessoas morreram na região da Caxemira administrada pela Índia. Nos dois lados da fronteira, fiéis se reuniram neste sábado para rezar pelas vítimas da catástrofe. O chefe da agência de assistência humanitária da ONU, Jan Egeland, disse que serão necessários "bilhões de dólares" para suprir as necessidades da região. Até agora, apenas US$ 50 milhões foram oferecidos pela comunidade internacional.
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