|
Mulher é presa por vazamento de documentos do caso Jean Charles | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma mulher foi detida em Londres por envolvimento com o vazamento de documentos sobre as circunstâncias nas quais a polícia matou a tiros o brasileiro Jean Charles de Menezes, no dia 22 de julho, em uma estação de metrô da capital britânica. A informação foi dada neste domingo pela polícia britânica, que não revelou a identidade da mulher e não disse se ela trabalha para a Comissão Independente de Queixas sobre a Polícia (IPCC, na sigla em inglês), que investiga o caso, ou para a rede de televisão ITV News, que divulgou os documentos sigilosos em agosto. A suspeita, de 43 anos, foi detida na quarta-feira e depois libertada após o pagamento de fiança. O vazamento dos documentos está sendo investigado pela polícia de Leicestershire, depois que a emissora britânica divulgou detalhes da investigação sobre o caso que mostram discrepâncias entre a versão inicial da polícia e de testemunhas. Versões "Na quarta-feira, 21 de setembro, policiais realizaram buscas em diversos endereços de Londres", diz a declaração da polícia. "Uma mulher de 43 anos foi presa em um desses endereços e depois solta sob fiança, pendente de futuras investigações." Os relatórios foram publicados no dia 16 de agosto. No final do mesmo mês, a IPCC anunciou um inquérito para investigar como ocorreu o vazamento. Segundo os documentos e as fotografias divulgados pela ITV, o brasileiro não estava vestindo uma jaqueta volumosa, como a polícia havia divulgado anteriormente, mas, sim, uma jaqueta jeans. Ele também não estaria carregando uma mochila nem teria pulado a catraca da estação do metrô. O brasileiro teria agido normalmente, inclusive teria pego uma jornal para ler, e teria apenas corrido após a chegada do metrô na plataforma. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||