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Família de Jean Charles chega a Londres dia 27 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os pais e o irmão do eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes, morto pela polícia em 22 de julho no metrô de Londres, devem chegar à capital britânica no próximo dia 27 de setembro em busca de informações sobre o caso. Segundo o irmão de Jean, Giovanni, a família deve permanecer ao menos 15 dias em Londres para encontros com autoridades e advogados. “Estamos viajando para saber de tudo o que está acontecendo por aí”, disse ele à BBC Brasil por telefone de Campos do Jordão, onde vive com a mulher e os três filhos. “Vamos em busca de Justiça. Queremos ir até o fim com isso”, afirmou Giovanni. “O que aconteceu com nossa família não pode acontecer com mais ninguém”, disse. Além de Giovanni, da mulher e dos filhos, também devem viajar a Londres seus pais, Matosinhos Otoni da Silva e Maria Otoni da Silva, que vivem na cidade de Gonzaga, no interior de Minas Gerais. Segundo Giovanni, a decisão de viajar foi da família, mas ele não soube dizer quem está pagando as passagens. “Quem fez alguma coisa errada é quem tem que pagar”, limitou-se a dizer. Alessandro Pereira, um dos primos de Jean que moram em Londres, disse à BBC que a agenda da família na capital britânica está nas mãos das advogadas que os representam na investigação do caso. Justificativas Jean Charles de Menezes foi morto na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres, após ter sido confundido por policiais com um homem bomba prestes a se explodir. O brasileiro morreu duas semanas após os atentados no sistema de transportes de Londres que mataram 52 pessoas, no dia 7 de julho, e um dia após os atentados frustrados do dia 21 de julho. Na ocasião, a polícia havia justificado a morte de Jean dizendo que ele havia sido seguido ao deixar um prédio sob vigilância policial, estava vestido com uma jaqueta suspeita, havia corrido na estação ao ser abordado pelos policiais e que teria pulado a catraca ao entrar na estação. Porém informações divulgadas posteriormente no inquérito oficial sobre a morte contradisseram a versão policial. A família de Jean Charles já pediu o fim da chamada política de “atirar para matar” em casos de suspeita de homens-bomba e pediu a renúncia do chefe da polícia londrina, Ian Blair, a quem responsabilizam pela morte do eletricista. |
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