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Atualizado às: 13 de setembro, 2005 - 14h33 GMT (11h33 Brasília)
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Polícia londrina vai manter política de 'atirar para matar'
Ian Blair
Ian Blair, chefe da polícia de Londres, depôs no Parlamento britânico
A política da polícia de Londres de “atirar para matar” em caso de suspeita de atividades terroristas sofreu pequenas mudanças administrativas, mas continuará essencialmente a mesma.

É o que disse nesta terça-feira o chefe da Scotland Yard (Polícia Metropolitana de Londres), Ian Blair, durante sessão especial do Parlamento britânico.

Segundo Blair, a estratégia da polícia foi revista após a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes em 22 de julho dentro de um vagão do metrô londrino.

Menezes recebeu sete tiros na cabeça da polícia antiterrorista na estação de Stockwell, no sul de Londres.

Blair esteve frente à frente com membros da família de Menezes na sessão do Parlamento.

Ele novamente pediu desculpas pela morte do brasileiro e disse que a Polícia Metropolitana estava “muito triste” e determinada a descobrir a verdade sobre o que ocorreu.

Debate público

Entretanto, Ian Blair defendeu a polêmica tática de “atirar para matar”, ainda que tenha admitido que ela deveria ser sujeita a debate público.

“Penso que o incidente foi um divisor de águas, e agora temos que encontrar uma forma de debater essas questões sem necessariamente revelar os mínimos detalhes das táticas, o que seria extremamente inconveniente”, disse Blair.

Blair Admitiu que a revisão da política de “atirar para matar” foi até certo ponto rápida, mas insistiu que foi feita com o consentimento e a cooperação da Comissão Independente sobre Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês).

Blair foi questionado pelo comitê do Parlamento sobre sua resistência inicial a um inquérito do IPCC sobre a morte do brasileiro.

Ele disse que na ocasião estava preocupado com o fato de que a polícia teria de revelar informações secretas de seu serviço de informações ao IPCC, que trabalha com um elevado nível de transparência.

Por sua vez, o ministro do Interior da Grã-Bretanha, Charles Clarke, recusou-se a comentar diretamente o caso do assassinato de Menezes durante a sessão do comitê especial do Parlamento.

Ele defendeu, durante a sessão, a forma como informações obtidas por serviços de inteligência britânicos foram analisadas antes dos ataques que mataram mais de 50 pessoas em Londres no começo de julho.

Clarke disse que este tipo de informação não constitui conhecimento, mas uma forma de entender possíveis ameaças.

Dois meses antes dos ataques, o grau de alerta para ataques terroristas na Grã-Bretanha havia sido levemente reduzido.

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