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Polícia de Londres pede novo inquérito no caso Jean | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Polícia de Londres e a Federação da Polícia Britânica pediram ao ministro do Interior britânico um inquérito para investigar o vazamento de informações a respeito do inquérito sobre a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes. O vazamento de detalhes do inquérito da Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês) - o órgão que está investigando a morte do brasileiro - contradiz muitas informações divulgadas previamente sobre a morte de Jean Charles e levou a família do brasileiro a pedir a renúncia do chefe da Polícia Metropolitana, Ian Blair. Na tarde desta sexta-feira o IPCC anunciou o nome de um policial, sem ligações com o órgão, para liderar o inquérito a respeito do vazamento dos detalhes de sua investigação. Bill Taylor, ex-inspetor-chefe de polícia na Escócia, vai rever o atual inquérito do IPCC e providenciar aconselhamento para que o IPCC reduza o risco de mais vazamentos de informações no futuro. Queixa Antes, o IPCC rejeitou uma queixa feita por um oficial da Polícia Metropolitana. A queixa do policial Simon Thurston dizia respeito a recentes críticas feitas pelo vice-presidente do IPCC, John Waldham, contra a Polícia de Londres. No último dia 18 de agosto, Waldham afirmou que o IPCC obteve uma importante vitória e afirmou a sua independência ao superar a resistência inicial da Polícia de que o órgão independente investigasse a morte do brasileiro. De acordo com Waldham, a disputa entre os dois órgãos "causou atrasos no início de nossa investigação, mas trabalhamos duro para recuperar o tempo perdido". "Enojado" Thurston, que pertence à divisão especial da polícia britânica autorizada a portar armas, disse que os comentários do representante do IPCC eram "inaceitáveis" e disse ter ficado "enojado" com as declarações e fez uma queixa formal ao IPCC no dia seguinte às declarações do representante do órgão. "O papel do IPCC não é o de vencer disputas contra a polícia, mas sim o de assegurar a confiança da opinião pública, ao promover e supervisionar investigações que garantam que queixas sejam conduzidas de forma imparcial e independente", afirmou Thurston. Thurston acrescentou que Waldham "convenientemente" ignorou os direitos dos policiais e o fato de que eles têm direitos a um julgamento justo, sob qualquer legislação de direitos humanos. De acordo com o policial, tal comportamento por parte do representante do IPCC "potencialmente prejudicou a investigação e quaisquer descobertas que venham a ser feitas". O IPCC disse à BBC Brasil que a crítica feita pelo policial foi feita no último dia 19 de agosto e, em seguida, analisada pelo presidente do órgão, Nick Hardwick. Hardwick avaliou que os comentários de Thurston não caracterizaram um erro de conduta. |
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