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Primos de Jean voltam a criticar a polícia de Londres | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Familiares do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto pela polícia em 22 de julho no metrô londrino, voltaram a pedir o fim da política de “atirar para matar” em caso de suspeita de atividades terroristas. Presentes na sessão especial do Parlamento britânico que ouviu o ministro do Interior, Charles Clarke, e o chefe da Scotland Yard (polícia londrina), Ian Blair, três primos de Menezes emitiram uma declaração após o encontro demonstrando insatisfação com os esclarecimentos das autoridades britânicas. “O que ouvimos aqui hoje não responde às muitas urgentes questões que nós, a família, e o público britânico ainda tem sobre a morte de Jean Charles”, diz a nota, assinada pelos primos Alessandro Pereira, Vivian Figueiredo e Patrícia da Silva Armani. Eles se recusaram a encontrar Ian Blair após a sessão do Parlamento e se disseram horrorizados em saber que “a política de ´atirar para matar` continua vigente". Uma porta-voz da Scotland Yard confirmou que Blair se ofereceu para uma conversa com os familiares de Menezes em que pediria desculpas em pessoa pela morte do brasileiro de 27 anos. “A oferta foi educadamente recusada”, disse a porta-voz. “É uma política secreta, uma política que ninguém conhece como opera, uma política que nunca foi discutida no Parlamento”, afirmam os primos, que sentaram a poucos metros de Ian Blair durante a sessão. Também pediram uma rápida conclusão da investigação, seguida por procedimentos criminais, o que, segundo eles, não será suficiente. “Exigimos um inquérito público, operando em um modo transparente e imparcial para descobrir a completa verdade cercando a morte de Jean. Não deve haver mais mentiras.” |
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