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Chefe da polícia de Londres pensou em renunciar após morte de Jean Charles | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe da polícia de Londres, Ian Blair, disse em entrevista à BBC que chegou a pensar em renunciar depois que membros da força policial mataram o eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes, confundido com um homem-bomba. Após a morte de Jean Charles, em 22 de julho, a família dele pediu a renúncia do comandante, mas até agora ele não havia reconhecido que pensou em tomar a decisão. "Eu certamente pensei (em renunciar). No sentido de que, se alguém faz esses comentários, você não vai simplesmente ignorá-los. Você senta lá e pensa no assunto", disse Blair. "Mas não, não acho que teria sido correto da minha parte fazer isso com a organização, com o país ou com a cidade de Londres." Críticas Ian Blair disse que nem chegou perto de renunciar porque "o grande trabalho é defender este país contra o terrorismo, e é isto que estou aqui para fazer". A princípio, quando Jean Charles foi morto, Ian Blair declarou que ele estava envolvido nos atentados e tentativas de atentados em Londres em julho, que mataram 52 pessoas. No dia seguinte, no entanto, o comandante teve que voltar atrás e revelar que o suposto suspeito, morto pela polícia na estação de metrô de Stockwell (sul de Londres) era na verdade o brasileiro, que não tinha nenhuma relação com o caso. Nas semanas que se seguiram, tanto a imprensa britânica como a população local criticaram duramente a polícia e questionaram a política de "atirar para matar", adotada para combater suspeitos de terrorismo. |
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