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Haiti não está pronto para eleições, diz ONG | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Haiti pode ter de adiar suas eleições, previstas para ocorrer dentro de dois meses, porque os preparativos estão atrasados, de acordo com o centro de estudos International Crisis Group (ICG). Segundo um relatório da organização com sede em Bruxelas, apenas um quinto dos haitianos se registraram para votar. O prazo para o alistamento termina no final da próxima semana. As eleições municipais estão marcadas para outubro e as parlamentares e presidenciais serão em novembro. O documento afirma que problemas de falta de segurança são parcialmente responsáveis pelo ritmo lento do cadastramento dos eleitores. O ICG afirma que não há uma solução rápida para o Haiti e que, caso a comunidade internacional decida sair do país caribenho antes que a situação seja estabilizada, o Estado poderia se desmoronar novamente. Insegurança Para o vice-presidente do ICG, Mark Schneider, eleições esvaziadas conferindo pouca legitimidade aos governantes manteriam o país por longo prazo dentro da categoria de 'Estados fracassados'. O relatório culpa a insegurança na capital Port-au-Prince – onde estão cerca de um terço dos eleitores – pelo baixo índice de alistamento. Uma missão de paz da ONU, liderada por forças brasileiras, são responsáveis por garantir a segurança no Haiti. A violência continua apesar de sua presença. O centro de estudos recomenda um aumento nas ofensivas dos capacetes azuis da ONU contra gangues armadas nas favelas da capital. |
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