|
Tropas têm de estar prontas para ficar 10 anos, diz enviado da ONU ao Haiti | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O enviado especial da ONU ao Haiti, Juan Gabriel Valdes, disse nesta quarta-feira que as tropas de paz da organização devem estar preparadas para ficar no país por mais dez anos. "Se nós não estivermos prontos para ficar dez anos, a ONU deve deixar o Haiti agora", afirmou Valdes, em entrevista à agência de notícias Associated Press, quando voltava da República Dominicana para o Haiti. O diplomata participou de uma conferência sobre segurança na República Dominicana. O Conselho de Segurança da ONU estendeu o mandato da missão de paz no Haiti (Minustah, na sigla em francês) até o início do ano que vem, mas Valdes disse à Associated Press que as eleições previstas para novembro são apenas o início da colaboração da ONU no Haiti. As declarações de Valdes são feitas um dia depois de o Brasil – país com maior número de militares entre as tropas da ONU no Haiti – nomear o general Urano Teixeira da Matta Bacellar o novo comandante das tropas de paz. Bacellar substituirá o general Augusto Heleno Ribeiro, também brasileiro. As eleições previstas para o fim do ano serão as primeiras a ser realizadas no Haiti desde a revolta civil de fevereiro de 2004 que provocou a queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide. Segundo Valdes, as Nações Unidas precisam continuar ajudando o país a se manter no caminho democrático após a votação. O enviado da ONU disse ainda que o Haiti precisa de mais US$ 1,5 bilhão em ajuda internacional nos próximos dois anos. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||