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EUA rejeitam proposta de ampliação do CS | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos rejeitaram nesta terça-feira uma resolução apresentada pelo grupo formado por Brasil, Japão, Alemanha e Índia, chamado de G4, que propõe uma ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CS). O G4 quer ver os atuais 15 assentos no conselho transformados em 25. Pela proposta, os países do grupo e duas nações africanas ficariam com seis novos assentos permanentes no fórum internacional e seriam criados outros quatro assentos não-permanentes. Mas o governo americano disse que os membros estão demasiadamente divididos sobre o tema para votar tal resolução. Uma porta-voz do Departamento de Estado americano, Shirin Tahir-Kheli, disse que os Estados Unidos vão trabalhar para a ampliação do CS, mas apenas da maneira certa e na hora certa. Tahir-Kheli pediu ao países-membros das Nações Unidas de se oponham à resolução. Ainda não foi marcada a data da votação. A proposta começou a ser debatida na segunda-feira e há indicações de que a maioria dos países-membros da organização são favoráveis a ela. Apesar disso, esta maioria não chegaria aos dois terços necessários para sua aprovação pela Assembléia Geral das Nações Unidas. "Urgência" Discursando na segunda-feira em nome do G4, o embaixador brasileiro na Organização das Nações Unidas, Ronaldo Sardenberg, disse que “os Estados-membros compartilham um senso de urgência” para reformar o Conselho de Segurança da instituição. Falando depois à imprensa, Sardenberg acrescentou que “depois de 12 anos de negociações, chegou a hora de termos uma definição sobre o processo de reforma”. Em seu discurso, o embaixador apresentou oficialmente a proposta do G4. Mas depois da fala de Sardenberg, foi a vez de o embaixador do Paquistão, Munir Akram, que representa o grupo “Unidos pelo Consenso”, discursar, criticando duramente a proposta do G4. “Não vamos decidir por abençoar seis Estados com privilégios especiais, e ganharmos um selo de membros de segunda classe desta organização,” disse Akram. Contando com a participação do México e da Argentina, o “Unidos pelo Consenso” propõe a criação de dez novas vagas não-permanentes para o Conselho. Inicialmente, o Brasil e seus parceiros gostariam de ver a resolução sobre a ampliação do Conselho votada ainda nesta semana. No entanto, o grupo admite que isso só deva ocorrer na semana que vem, dado o número de nações que estão inscritas para falar na Assembléia das Nações Unidas e das negociações que estão ocorrendo entre o G4 e países africanos e caribenhos. Ao longo desta semana, o G4 pretende fechar um acordo com a União Africana, que representa 53 países, e ganhar o seu apoio. Até o momento, os africanos insistem na extensão do direito de veto para os novos membros do CS, uma prerrogativa hoje considerada inviável pelo G4. Atualmente, o Conselho de Segurança é composto por cinco membros permanentes com direito a veto: Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China. Além deles, dez outros países exercem mandatos de dois anos como membros não-permanentes. A intenção do G4 agora é aprovar a resolução que muda o formato do Conselho. Depois de aprovada a primeira resolução, o grupo apresentaria os nomes dos países candidatos. Se tudo der certo, eles poderão ser votados pela Assembléia Geral ainda em julho. O objetivo final dos quatro integrantes do G4 é se eleger como membros permanentes na Assembléia Geral antes do próximo mês de setembro, data da cúpula anual que a Organização das Nações Unidas organiza com os chefes de Estado. |
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