|
Oposição do Líbano pede continuação dos protestos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os líderes da oposição libanesa pediram aos manifestantes que continuem a realizar protestos nas ruas de Beirute pela retirada das tropas da Síria presentes no país. Na segunda-feira, o primeiro-ministro libanês Omar Karami, que é a favor da permanência dos cerca de 15 mil militares sírios estacionados no Líbano há cerca de 30 anos, apresentou sua renúncia. Uma crise política tomou conta do país depois da morte do ex-primeiro-ministro Rafiq Hariri, há duas semanas, na explosão de um carro-bomba. A Síria tem negado qualquer envolvimento. O gabinete de Karami deve continuar trabalhando enquanto o presidente Emile Lahoud negocia com parlamentares a formação de um novo governo. A reação inicial síria foi comedida – um porta-voz em Damasco disse que as mudanças são um assunto interno do Líbano. Pressão Os Estados Unidos saudaram a renúncia do governo em Beirute. Um porta-voz da Casa Branca disse que a mudança oferece ao povo libanês a oportunidade de ter um novo governo que represente verdadeiramente a diversidade do país. Na segunda-feira, grupos de oposição à influência síria no Líbano saíram às ruas de Beirute, desafiando uma ordem do governo proibindo manifestações. O governo americano aumentou a pressão sobre Damasco para que retire suas tropas após o assassinato de Hariri. Washington obteve apoios importantes, como da França e da ONU. No ano passado, uma resolução foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU pedindo a retirada dos militares sírios. A Síria afirma que os libaneses não querem uma retirada total mas, na semana passada, afirmou que deslocaria parte de suas tropas no oeste do Líbano para regiões mais próximas da fronteira entre os dois países. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||