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Libaneses fazem passeata contra presença síria | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma semana depois do assassinato do ex-primeiro ministro Rafik Hariri em um atentado a bomba, milhares de libaneses saíram às ruas de Beirute gritando slogans contra a Síria - a quem acusam pela ação. Os manifestantes, liderados por políticos da oposição, pediram a renúncia do governo apoiado pela Síria, que mantém cerca de 14 mil militares no Líbano. De acordo com um correspondente da BBC no local, foi umas das maiores manifestações em Beirute nos últimos anos. O Exército foi mobilizado, e a polícia montou barreiras nas estradas para impedir a chegada de ônibus com manifestantes, mas muitos deles entraram na cidade a pé. Vermelho e branco Muitos manifestantes usaram lenços brancos e vermelhos, símbolo da campanha em que a oposição pede "por meios pacíficos" a derrubada do governo pró-Damasco e a saída das tropas sírias. Hariri ocupou o cargo de primeiro-ministro por dez dos últimos 12 anos com apoio sírio, mas vinha se distanciando do país vizinho. Ele renunciou em outubro, depois de o mandato do presidente e rival, Emile Lahoud, ter sido prorrogado com a ajuda da pressão da Síria. O assassinato de Hariri aumentou a pressão internacional para que a Síria retire suas tropas do Líbano. Depois do atentando, os Estados Unidos chamaram de volta a embaixadora em Damasco, e a Casa Branca divulgou um comunicado em que dizia que o Líbano deveria ser "livre da violência... e livre da ocupação Síria". O governo do Líbano diz que vai cooperar com uma equipe da ONU que deve chegar ao país nesta semana para acompanhar o caso, mas rejeitou pedidos de uma investigação internacional. |
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