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Líbano pedirá ajuda para apurar morte de Hariri | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Líbano decidiu que vai pedir ajuda de peritos estrangeiros para investigar o ataque com um carro-bomba que causou a morte do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri e outras 14 pessoas. Os promotores que vão investigar o caso anunciaram que especialistas suíços em explosivos e DNA vão ser procurados para auxiliar a investigação. Logo após o atentado, na segunda-feira, o governo libanês rejeitou uma proposta francesa para que ajuda internacional fosse utilizada para investigar o atentado. O anúncio foi feito no dia em que Hariri foi enterrado, em Beirute, em meio a cenas de caos. Grande perda Milhares de pessoas convergiram para a mesquita para onde foi levado o corpo do ex-premiê para prestar suas últimas homenagens. O presidente da França, Jacques Chirac, que manteve uma longa relação de amizade com Hariri, viajou à capital libanesa para comparecer ao funeral. Ele disse que a morte de Hariri “foi uma grande perda para o Líbano e para o mundo”. O vice-presidente da Síria, Abdul-Halim Khaddam, outro amigo do ex-premiê libanês, também compareceu ao velório, apesar de a família do morto ter alertado contra a presença de autoridades sírias e libanesas. Outros dignatários presentes incluem o secretário-assistente de Estado americano, William Burns, o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, e o chefe da política externa da União Européia, Javier Solana. Quando o cadáver de Hariri chegou à mesquita, várias pessoas tentaram tocar no caixão, levando o filho mais velho do ex-premiê, Bahaa, a fazer um apelo por calma. “Não queremos que seus últimos minutos sejam assim”, disse ele ao microfone. “Afastem-se do cadáver.” |
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