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Presença síria desestabiliza o Líbano, dizem EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou que a presença militar da Síria é um fator de desestabilização no Líbano – há mais de 10 mil soldados sírios no país vizinho. Na terça-feira, o governo americano determinou que sua embaixadora na Síria, Margaret Scobey, voltasse aos Estados Unidos para consultas “urgentes”. A decisão foi tomada depois do atentado que matou o ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri, na segunda-feira em Beirute. Ele será enterrado na manhã desta quarta-feira. Rice disse que não está atribuindo a Damasco a culpa sobre o ataque – as autoridades sírias negam o envolvimento do país. Assim mesmo, ela observou que Washington está discutindo com a ONU (Organização das Nações Unidas) uma resposta que poderia incluir novas sanções diplomáticas contra a Síria. O Conselho de Segurança da ONU pediu ao secretário-geral, Kofi Annan, que investigue com urgência o assassinato de Hariri e de pelo menos outras 13 pessoas na explosão de um carro-bomba aparentemente conduzido por um suicida. Relações difíceis "Infelizmente o governo sírio está seguindo agora um caminho em que as relações não estão melhorando, mas sim piorando", declarou a secretária de Estado americana. "Esperamos que o governo sírio aproveite esta oportunidade para tentar buscar um caminho melhor para nossas relações." Washington divulgou que a decisão de chamar de volta a embaixadora reflete sua crescente preocupação com o comportamento da Síria em uma variedade de assuntos, incluindo atividades relacionadas ao Irã e ao Iraque. "A Síria mantém uma significativa presença militar e de agentes de inteligência no Líbano", disse o porta-voz do Departamento do Estado americano Richard Boucher. "O ataque de ontem coloca em dúvida a razão divulgada para a presença das forças sírias, ou seja, a segurança interna do Líbano." Após a morte de Hariri, disse Boucher, a embaixadora americana entregou ao governo sírio uma mensagem “expressando nossa grande preocupação, assim como nossa profunda revolta, com este odioso ato de terrorismo”. Progresso O presidente do país, Bashar al-Assad, afirmou que o atentado foi um "ato criminoso terrível". Hariri era considerado um opositor político do atual presidente, Émile Lahoud, tido como um aliado sírio. Em Nova York, Kofi Annan, disse que a morte de Hariri foi uma grande perda para o Líbano e para a região e que é preciso ver mais progresso na retirada das tropas sírias do Líbano. Annan afirmou que recentemente enviou uma carta para o presidente da Síria, Bashar al-Assad, instando-o a cumprir com a resolução 1559 da ONU, que cobra o fim da interferência externa no Líbano e a retirada das tropas estrangeiras que estão no país. Annan confirmou ainda que seu enviado especial ao Oriente Médio, Teje Roed-Larsen, conversou recentemente com as autoridades sírias, mas evitou dizer qual foi o teor das discussões. |
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