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Irã e Síria anunciam união contra 'ameaças do exterior' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os governos do Irã e da Síria anunciaram nesta quarta-feira que vão formar uma frente comum para enfrentar desafios e ameaças que vêm "do exterior". "Estamos prontos para ajudar a Síria de todas as maneiras a confrontar ameaças", afirmou o vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, depois de um encontro com o primeiro-ministro da Síria, Naji Al-Otari. Ambos os países estão sob pressão intensa dos Estados Unidos. O governo americano acusa o Irã de estar desenvolvendo tecnologia para produção de armas nucleares. A tensão entre Estados Unidos e Síria aumentou desde o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri na segunda-feira, na explosão de um carro-bomba em Beirute. Diplomacia Muitos libaneses culpam a Síria pela explosão do carro-bomba, mas o governo sírio negou ser o responsável pelo incidente. Os Estados Unidos chamaram de volta a Washington sua embaixadora na Síria, Margaret Scobey, que teve conversas com autoridades sírias no Ministério das Relações Exteriores do país antes de viajar. Ela não fez comentários sobre o teor das conversas. Washington está avaliando novas sanções contra a Síria, por causa da recusa do país em retirar 14 mil soldados que mantém no Líbano. O subsecretário de Estado americano William Burns, que estava em Beirute para o funeral de Hariri, pediu "uma retirada completa e imediata". "Momento delicado" Em Teerã, o primeiro-ministro da Síria disse que seu encontro com a liderança iraniana está acontecendo em um "momento muito importante e delicado, em que Síria e Irã enfrentam numerosos desafios". O vice-presidente do Irã disse que seu país ficaria ao lado da Síria. "Nossos irmãos sírios estão enfrentado ameaças específicas e temos esperança de que eles possam se beneficiar de nossa experiência. Estamos prontos para dar a eles qualquer ajuda necessária", disse Aref. O encontro coincide com declaração do ministro de Inteligência do Irã, Ali Yunesi, que disse que os Estados Unidos têm usado aviões de investigação sem pilotos para sobrevoar suas instalações nucleares. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, falando em Londres, disse que o Irã está a seis meses de construir a bomba nuclear. O Irã, por sua vez, diz que seu programa nuclear não é militar. Rússia O Ministério da Defesa da Rússia confirmou que está discutindo a possibilidade de vender mísseis para a Síria. As negociações estão se concentrando no sistema de mísseis anti-aéreos de curto alcance conhecido como Strelets. Ainda não há detalhes sobre a quantidade de mísseis a serem vendidos, ou se os dois lados estão próximos ou não de fechar um acordo. Mas o ministério russo negou que tenha planos de vender à Síria o disparador portátil de foguetes Igla, ou o sistema de mísseis de longo alcance Iskandar. Um correspondente da BBC em Moscou afirma que esses comentários podem ter como objetivo acalmar temores de Israel. Na terça-feira, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, anunciou ter sido informado pelo presidente Vladimir Putin que a Rússia levaria adiante a venda de mísseis para a Síria. |
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