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Bush manda embaixadora na Síria voltar aos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo americano determinou nesta terça-feira que sua embaixadora na Síria, Margaret Scobey, volte aos Estados Unidos para consultas “urgentes”. A decisão foi tomada depois do atentado que matou o ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri, na segunda-feira em Beirute. O governo americano divulgou que a decisão reflete sua crescente preocupação com o comportamento da Síria em uma variedade de assuntos, incluindo atividades relacionadas ao Irã e ao Iraque. "A Síria mantém uma significativa presença militar e de agentes de inteligência no Líbano", disse o porta-voz do Departamento do Estado americano Richard Boucher. "O ataque de ontem coloca em dúvida a razão divulgada para a presença das forças sírias, ou seja, a segurança interna do Líbano." Após a morte de Hariri, disse Boucher, a embaixadora americana entregou ao governo sírio uma mensagem “expressando nossa grande preocupação, assim como nossa profunda revolta, com este odioso ato de terrorismo”. Progresso A Síria mantém mais de 10 mil soldados no Líbano. O presidente do país, Bashar al-Assad, afirmou que o atentado foi um "ato criminoso terrível". Hariri era considerado um opositor político do atual presidente, Émile Lahoud, tido como um aliado sírio. Investigações iniciais sobre o atentado indicam que a ação foi realizada por um suicida. Em Nova York, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que a morte de Hariri foi uma grande perda para o Líbano e para a região e que é preciso ver mais progresso na retirada das tropas sírias do Líbano. Annan afirmou que recentemente enviou uma carta para o presidente da Síria, Bashar al-Assad, instando-o a cumprir com a resolução 1559 da ONU, que cobra o fim da interferência externa no Líbano e a retirada das tropas estrangeiras que estão no país. Annan confirmou ainda que seu enviado especial ao Oriente Médio, Teje Roed-Larsen, conversou recentemente com as autoridades sírias, mas evitou dizer qual foi o teor das discussões. |
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