|
Irã diz que não vai abrir mão de tecnologia nuclear | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Irã, Mohammad Khatami, disse que seu país jamais vai abrir mão da tecnologia nuclear. A declaração foi feita em um momento em que é crescente a pressão internacional sobre o governo iraniano em relação ao tema. Khatami também disse que haverá graves conseqüências, caso o Irã seja tratado injustamente. Ele reiterou ainda que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos e é necessário para a produção de energia, refutando assim suspeitas dos Estados Unidos de que o objetivo final do Irã é produzir armas nucleares. Conseqüências Governos da União Européia têm tentado convencer o Irã a interromper definitivamente sua produção de urânio enriquecido, um ingrediente-chave na fabricação de armas nucleares. “Nós garantimos que não vamos produzir armas nucleares porque somos contra elas e não acreditamos que sejam uma fonte de poder”, disse Khatami a jornalistas estrangeiros em Teerã. “Mas não vamos abrir mão da tecnologia nuclear para fins pacíficos.” Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que um Irã armado nuclearmente seria “uma força muito desestabilizadora no mundo” e que o Ocidente deve trabalhar unido para evitar que isso aconteça. A mensagem foi reforçada pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, durante sua viagem pela Europa. Ela disse que a posição dos Estados Unidos e da União Européia é única e clara. "É melhor o Irã entender essa mensagem e responder com as suas obrigações internacionais, caso contrário outras medidas serão tomadas'', disse a secretária de Estado, acrescentando ainda que ''todos entendem o que quero dizer com outras medidas''. Apesar da ameaça, Rice disse ainda acreditar em uma solução diplomática para o caso. Boa vontade Enquanto negociações com a Alemanha, a França e a Grã-Bretanha continuam em Genebra, na Suíça, o Irã suspendeu seus processos de enriquecimento de urânio. Mas, na entrevista, Khatami disse que é um “claro direito” do país continuar com essas atividades, e que a suspensão só teve o objetivo de “mostrar nossa boa vontade”. “Se sentirmos que outros não estão cumprindo suas promessas, sob nenhuma circunstância vamos nos comprometer a continuar honrando as nossas”, disse ele. “E vamos adotar uma nova política cujas conseqüências serão pesadas.” |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||