BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 21 de fevereiro, 2005 - 20h50 GMT (18h50 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Bush e Chirac cobram retirada de tropas sírias do Líbano
Chirac e Bush em Bruxelas
Bush enfatizou o Oriente Médio e o Iraque em seu discurso
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e seu colega francês, Jacques Chirac, cobraram nesta segunda-feira a retirada das tropas sírias do Líbano.

Os dois presidentes estão jantando juntos em Bruxelas, em um evento visto como um exercício de reconciliação após as tensões criadas pela guerra no Iraque.

Em um comunicado conjunto, eles condenaram o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, na semana passada em Beirute, apesar de não terem chegado a culpar a Síria pelo atentado.

Mas ambos concordaram que o governo sírio, que mantém 14 mil soldados no país vizinho, deve retirá-los do Líbano.

Bush e Chirac cobraram o “cumprimento imediato e completo da resolução 1559 da ONU em todos os seus aspectos, incluindo seu apelo por um Líbano soberano, independente e democrático”.

“E também pela consolidação da segurança sob a autoridade de um governo libanês livre da dominação estrangeira”, disseram os dois presidentes no comunicado divulgado pela Casa Branca.

Visita

Bush está começando uma visita de cinco dias à Europa, e antes havia declarado que “nenhum desentendimento passageiro” poderia dividir os americanos e os europeus.

Ele disse nesta segunda-feira a líderes europeus reunidos em Bruxelas que a paz no Oriente Médio "é o objetivo imediato" dos Estados Unidos.

Bush afirmou que o mundo não deveria descansar até que haja uma solução duradoura para o conflito entre palestinos e israelenses.

Em seu primeiro dia de visita à Europa, o presidente americano também pediu que os europeus dessem mais apoio ao governo iraquiano, "a nova democracia do mundo".

A venda de armas para a China, o controverso programa nuclear do Irã, o processo de paz no Oriente Médio e o Protocolo de Kyoto estão entre os principais assuntos da visita.

Nova era

O Oriente Médio foi o tema dominante no discurso de Bush, que disse que tanto a Europa quanto os Estados Unidos estavam determinados a ver dois estados democráticos - Israel e Palestina - vivendo lado a lado em paz.

"Nossa maior oportunidade, e nosso objetivo imediato, é a paz no Oriente Médio", disse ele. "Nós procuramos a paz entre Israel e Palestina para o bem deles. Também sabemos que uma Palestina livre pode ajudar na reforma em todo o Oriente Médio."

Sobre o Iraque, Bush pediu que os países europeus dessem "assistência tangível" ao país.

"Todas as nações agora têm interesse no sucesso de um Iraque livre e democrático, que vai lutar contra o terror, abrir espaço à liberdade e ser uma fonte de estabilidade na região."

Bush tentou minimizar a divergência com os países europeus sobre a ocupação do Iraque, apelando por "uma nova era na unidade transatlântica".

"Nenhum debate temporário, nenhum desacordo entre governos no passado, nenhum poder na terra conseguirá nos dividir", disse ele.

Em um espírito semelhante de reconciliação, líderes da União Européia foram aconselhados a evitar questões polêmicas, como a recusa americana em assinar o protocolo de Kyoto.

Segurança

Uma enorme operação de segurança foi montada para a viagem de Bush.

Cerca de 2,5 mil policiais belgas e 250 agentes secretos americanos estão participando da operação.

Áreas da capital da Bélgica foram transformadas em zonas proibidas antes da aterrisagem do avião de Bush no aeroporto de Bruxelas, pouco depois das 21h, horário local (17h em Brasília), no domingo.

Manifestações contra Bush em Bruxelas
Manifestantes protestaram contra políticas de Bush ainda no domingo

Esta é a primeira viagem de Bush ao exterior desde que assumiu o cargo para o seu segundo mandato, em janeiro.

Bush também passará pela Alemanha, onde se encontra com o chanceler alemão Gerhard Schröder, e pela Eslováquia, onde se reúne com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Está previsto ainda um encontro com seu aliado mais próximo, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair.

Segundo o analista da BBC Paul Reynolds, apesar da ofensiva de charme, existem muitas questões separando os Estados Unidos da Europa para que seja possível uma declaração de paz em todas as frentes.

No entanto, de acordo com o analista, haverá esforços no sentido de encontrar formas de avançar em alguns desses problemas.

Especial EUA
As últimas notícias sobre o 2º mandato de Bush.
Família KennedyEm imagens
Leilão de objetos de John F. Kennedy arrecada US$ 5,5 mi.
Monte no Oregon, foto: Gary Braasch©Mudanças no clima
Fotos comparativas mostram aterações ambientais.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade