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Gravações indicam que Bush teria experimentado maconha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Gravações de conversas reservadas de George W. Bush, antes de ele se eleger presidente dos Estados Unidos, sugerem ele já teria experimentado maconha mas teria se negado a admitir em público para não dar mau exemplo. Nas fitas, Bush ironiza Al Gore, seu adversário democrata nas eleições de 2000, por ter admitido que usou a droga. A Casa Branca não negou a autenticidade do diálogo, classificado por um porta-voz como "conversas informais". Quando Bush era governador do Texas, ele manteve várias discussões sobre as suas chances de disputar a Casa Branca com Doug Wead, um ex-assessor do ex-presidente George Bush pai. Os diálogos, mantidos entre 1998 e 2000, foram gravados por Wead sem que Bush soubesse. 'Quero ser presidente' Na fita, o futuro presidente explica por que se negaria a responder perguntas sobre se já havia fumado maconha. "Eu não responderia a perguntas sobre maconha", diz ele. "Você sabe por quê? Porque eu não quero ver algum garoto fazendo o que eu experimentei." Bush temia que uma admissão sobre o tema pudesse abalar a sua posição caso chegasse à Presidência. "Você tem que entender, eu quero ser presidente, quero liderar", explica ele a Wead na gravação. "Você quer que seu garoto venha e diga: 'papai, o presidente Bush experimentou maconha, acho que eu também vou experimentar'?". Além de ironizar Gore, Bush também diz que o democrata é um "mentiroso patológico". As conversas gravadas impressionam ao mostrar como desde cedo Bush percebeu que seria crucial para seu futuro político agradar os cristãos conservadores. "Essas foram conversas informais do então governador Bush com alguém que acreditava ser um amigo", disse o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan. |
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