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Atualizado às: 18 de fevereiro, 2005 - 22h21 GMT (20h21 Brasília)
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Republicana veterana dá receita para o partido após Bush

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Na semana em que o Protocolo de Kyoto entrou em vigor – sem a participação dos Estados Unidos – parece apropriado falar do livro de Christie Whitman, a veterana política republicana que foi a primeira administradora do Agência de Proteção do Meio Ambiente do governo George W. Bush.

Ela diz que confiava no empenho do presidente para deixar um legado positivo no setor.

E, no entanto, foram dois anos e meio de humilhações para Christie Whitman, como a reversão da decisão de campanha eleitoral de Bush de regular as emissões de dióxido de carbono.

O anúncio foi feito semanas depois que Whitman, com as garantias da então assessora de segurança nacional, Condoleezza Rice, prometera aos aliados europeus dos EUA que o compromisso seria honrado.

Desmantelamento

Muitas pessoas que se dizem bem intencionadas talvez não ficassem tanto tempo em um cargo como Christie Whitman ficou para servir de cobertura para uma agenda de desmantelamento de leis ambientalistas.

Mas este espaço não vai devotar muitas linhas para especular sobre a ingenuidade ou carreirismo de uma servidora pública que deixou a Agência de Proteção do Meio Ambiente após decepcionar tanto os ativistas ecológicos como os lobbies industriais e de energia próximos ao vice-presidente Dick Cheney.

Ex-governadora do estado de Nova Jersey e integrante importante da ala moderada do Partido Republicano, Christie Whitman tem uma agenda mais ampla com seu livro de memórias políticas.

Ela está de olho nas eleições presidenciais de 2008 (e no seu próprio futuro), ao fazer recomendações sobre o que o seu partido deve fazer para se manter no poder.

Fundamentalistas

Ela adverte que os ganhos deste começo de década serão desperdiçados se os republicanos não se distanciarem dos "fundamentalistas sociais" e não adotarem posições flexíveis de figuras populares como o senador John McCain, o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani e o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger.

Christie Whitman inclusive não vê motivos para se vangloriar da vitória de Bush em novembro passado.

Lembra que a margem de 3% sobre o democrata John Kerry foi a menor de qualquer presidente reeleito.

Ela lamenta o avanço da "direita cristã" no seu partido, do qual tem recordações desde que, na companhia dos pais, assistiu à primeira convenção nacional em 1956 quando tinha 9 anos.

Ela pertence à ala conhecida como "republicanos Rockefeller" (referência à lendária família), que são conservadores em politica econômica e moderados em questões sociais como aborto e casamento gay.

Passado

Para ela, o futuro do partido está no seu passado.

Nos tempos de Richard Nixon e Ronald Reagan, apesar da reputação direitista, os republicanos se mostraram pragmáticos em política externa, e dentro do partido estava solidamente fincada uma "grande tenda", onde coexistiam conservadores e moderados.

Christie Whitman expressa claramente sua tolerância quando fala do presidente Bush.

Ela o considera uma vítima, e não um cúmplice dos "fundamentalistas sociais".

Pouco convincente, como o cenário em que os moderados possam nos próximos anos reconquistar a tenda republicana, hoje de posse dos adversários ideológicos de Christie Whitman.

It’s My Party Too
Christine Todd Whitman
The Penguin Press, 247 páginas, US$ 24,95

Especial EUA
As últimas notícias sobre o 2º mandato de Bush.
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