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Negroponte é tido como diplomata competente e polêmico | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O novo diretor nacional de inteligência dos Estados Unidos, John Negroponte, terá a tarefa de reorganizar as 15 agências de segurança do país e supervisionar o uso de um orçamento de US$ 40 bilhões. O desafio é inédito porque Negroponte, de 65 anos, é o primeiro a ocupar o cargo, criado justamente para tentar evitar os erros cometidos antes dos atentados de 11 de setembro de 2001. Além disso, diz o correspondente da BBC em Washington Adam Brookes, ele terá de recuperar a credibilidade dos serviços de segurança, que ficou ainda mais comprometida com a não descoberta de armas de destruição em massa no Iraque. O próprio Negroponte, que estava servindo como embaixador em Bagdá, descreveu a sua função como a "mais desafiadora" da sua carreira. A expectativa é que ele informe o presidente George W. Bush diariamente sobre os trabalhos dos serviços de segurança americanos. Bush já disse que o novo diretor de inteligência terá autoridade para decidir que tipo de informação deve ser coletada e como. Embaixador na ONU Negroponte foi embaixador no México, nas Filipinas, em Honduras e nas Nações Unidas. Foi ele quem liderou na ONU o esforço diplomático dos Estados Unidos no caminho para a invasão do Iraque em 2003. Como embaixador no Iraque, o diplomata ficou responsável pelo trabalho de 3 mil funcionários, a maior representação diplomática dos Estados Unidos fora do país. Nascido em Londres em 1939, filho de um magnata grego, Negroponte passou a infância entre a Grã-Bretanha, a Suíça e os Estados Unidos. Ele estudou na exclusivíssima Exeter Academy e se formou na conceituada Universidade de Yale. Negroponte iniciou sua carreira como diplomata em 1960 e ascendeu rapidamente, conseguindo sua primeira posição importante no Vietnã. Lá, aprendeu a língua local tão bem que o então secretário de Estado, Henry Kissinger, o escolheu para liderar negociações secretas em nome do presidente Richard Nixon. América Central Em seguida, Negroponte foi embaixador em Honduras, enquanto o presidente Ronald Reagan tentava combater os sandinistas na vizinha Nicarágua. Negroponte foi acusado de fornecer armas aos rebeldes nicaraguenses e de ignorar as denúncias de torturas e assassinatos supostamente cometidos pelo governo militar hondurenho. Depois, serviu como embaixador no México e nas Filipinas. Ele deixou o serviço diplomático em 1996. Quando o presidente George W. Bush foi buscá-lo para representar os Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU, Negroponte era o vice-presidente para mercados globais do grupo financeiro McGraw-Hill. Na época, o senador democrata John Kerry disse que a atuação de Negroponte na América Central deveria ser revista "cuidadosamente". Larry Birns, do Conselho de Assuntos do Hemisfério, foi além e o definiu como a "pistola de Reagan". Mas o Senado aprovou sua indicação e ele já era o representante americano no Conselho de Segurança quando os Estados Unidos ganharam apoio para a guerra contra o Afeganistão, em 2001. Suas tentativas de conseguir a aprovação do Conselho para uma resolução que ratificasse o uso da força no Iraque falharam, e os Estados Unidos partiram para a guerra sem o que muitos viam como a única forma de legitimar um ataque. Negroponte, no entanto, foi elogiado por aqueles com quem trabalhou. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o definiu como "um profissional fora de série, um grande diplomata e um ótimo embaixador". |
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