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Premiê libanês rejeita saída rápida de tropas sírias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro libanês, Omar Karami, disse nesta quinta-feira que a rápida retirada de tropas sírias do Líbano "poderia abalar a estabilidade do país". Em uma entrevista à agência de notícias Reuters, Karami afirmou que a aceleração da retirada "requer que o Exército libanês e forças de segurança interna sejam capazes de preencher o vazio que vai ocorrer, numa forma que não infrinja a segurança do Líbano e da Síria". Em Damasco, o governo sírio repetiu seu compromisso com uma retirada, conforme o estabelecido no Acordo de Taif, que acabou com a guerra civil no Líbano. O vice-ministro das Relações Exteriores, Waleed Al-Mualem, disse que a Síria vai cooperar com o enviado da ONU que está supervisionando o cumprimento da resolução aprovada em 1994 determinando a retirada dos 14 mil militares que mantém no Líbano. Cooperação "A Síria manifesta seu interesse entusiasmado em cooperar com o enviado do secretário-geral das Nações Unidas para completar sua missão da melhor forma possível", disse Mualem. No entanto, Mualem disse que "provocações" contra Beirute e Damasco poderiam levar a "desenvolvimentos negativos". A pressão internacional sobre a Síria para que saia do Líbano aumentou desde o assassinato do ex-primeiro ministro Rafik Hariri, no início do mês. Na quarta-feira, o presidente americano, George W. Bush, repetiu seu pedido para a retirada das tropas sírias do Líbano, em seguida ao assassinato de Hariri. |
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