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Atualizado às: 21 de fevereiro, 2005 - 15h02 GMT (13h02 Brasília)
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Liga Árabe diz que Síria deve começar a sair do Líbano
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Farouk al-Sharaa, com Amr Moussa, da Liga Árabe
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Farouk al-Sharaa, com Amr Moussa, da Liga Árabe
O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, disse nesta segunda-feira que a Síria deve dar em breve passos no sentido de retirar suas tropas do Líbano.

A afirmação foi feita depois de um encontro com presidente da Síria, Bashar Assad, em Damasco.

"O presidente Assad enfatizou mais de uma vez a sua firme determinação de continuar com a implementação do tratado de Taif e realizar retirada síria do Líbano de acordo com o tratado", disse Moussa, em referência ao acordo de 1989 que pôs fim à guerra civil.

Ainda nesta segunda-feira, milhares de libaneses saíram às ruas de Beirute gritando slogans contra a Síria - a quem acusam pelo atentado que matou o ex-primeiro ministro Rafik Hariri, há uma semana.

Vermelho e branco

Os manifestantes, liderados por políticos da oposição, pediram a renúncia do governo apoiado pela Síria, que mantém cerca de 14 mil militares no Líbano.

De acordo com um correspondente da BBC no local, foi umas das maiores manifestações em Beirute nos últimos anos.

O Exército foi mobilizado, e a polícia montou barreiras nas estradas para impedir a chegada de ônibus com manifestantes, mas muitos deles entraram na cidade a pé.

Muitos manifestantes usaram lenços brancos e vermelhos, símbolo da campanha em que a oposição pede "por meios pacíficos" a derrubada do governo pró-Damasco e a saída das tropas sírias.

Pressão internacional

Hariri ocupou o cargo de primeiro-ministro por dez dos últimos 12 anos com apoio sírio, mas vinha se distanciando do país vizinho.

Ele renunciou em outubro, depois de o mandato do presidente e rival, Emile Lahoud, ter sido prorrogado com a ajuda da pressão da Síria.

O assassinato de Hariri aumentou a pressão internacional para que a Síria retire suas tropas do Líbano.

Depois do atentando, os Estados Unidos chamaram de volta a embaixadora em Damasco, e a Casa Branca divulgou um comunicado em que dizia que o Líbano deveria ser "livre da violência... e livre da ocupação Síria".

O governo do Líbano diz que vai cooperar com uma equipe da ONU que deve chegar ao país nesta semana para acompanhar o caso, mas rejeitou pedidos de uma investigação internacional.

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