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Síria nega que esteja preparando retirada do Líbano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Síria negou nesta segunda-feira que esteja preparando a retirada de suas tropas do Líbano, conforme chegou a ser divulgado pelo secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa. Segundo o ministro da Informação sírio, Mehdi Dakhlallah, Moussa interpretou de forma equivocada uma conversa que teve com o presidente Bashar Al-Assad durante um encontro em Damasco. "O presidente Assad enfatizou mais de uma vez a sua firme determinação de continuar com a implementação do tratado de Taif e realizar retirada síria do Líbano de acordo com o tratado", havia dito Moussa, em referência ao acordo de 1989 que pôs fim à guerra civil. Mas Dakhlallah afirmou que a posição da Síria é apenas de fazer um deslocamento de suas tropas no interior do Líbano, sem que elas saiam do país. Protesto Ainda nesta segunda-feira, milhares de libaneses saíram às ruas de Beirute gritando slogans contra a Síria – a quem acusam pelo atentado que matou o ex-primeiro ministro Rafik Hariri, há uma semana. Os manifestantes, liderados por políticos da oposição, pediram a renúncia do governo apoiado pela Síria, que mantém cerca de 14 mil militares no Líbano. De acordo com um correspondente da BBC no local, foi umas das maiores manifestações em Beirute nos últimos anos. O Exército foi mobilizado, e a polícia montou barreiras nas estradas para impedir a chegada de ônibus com manifestantes, mas muitos deles entraram na cidade a pé. Muitos manifestantes usaram lenços brancos e vermelhos, símbolo da campanha em que a oposição pede "por meios pacíficos" a derrubada do governo pró-Damasco e a saída das tropas sírias. Pressão internacional Hariri ocupou o cargo de primeiro-ministro por dez dos últimos 12 anos com apoio sírio, mas vinha se distanciando do país vizinho. Ele renunciou em outubro, depois de o mandato do presidente e rival, Emile Lahoud, ter sido prorrogado com a ajuda da pressão da Síria. O assassinato de Hariri aumentou a pressão internacional para que a Síria retire suas tropas do Líbano. Depois do atentando, os Estados Unidos chamaram de volta a embaixadora em Damasco, e a Casa Branca divulgou um comunicado em que dizia que o Líbano deveria ser "livre da violência... e livre da ocupação Síria". O governo do Líbano diz que vai cooperar com uma equipe da ONU que deve chegar ao país nesta semana para acompanhar o caso, mas rejeitou pedidos de uma investigação internacional. |
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