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Uganda ainda sofre negligência, diz ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O norte de Uganda sofre a crise humana mais negligenciada do mundo com 20 mil crianças afetadas por uma guerra, de acordo com o coordenador da ONU para questões humanitárias, Jan Egeland. O representante das Nações Unidas pediu que os países-membros façam mais para acabar com o que Egeland descreveu como uma série de "horrores" que remontam 18 anos de confrontos. O conflito levou cerca de 1,6 milhão de pessoas a deixarem suas casas, segundo Egeland, mas o embaixador de Uganda na ONU afirma que seu país está vencendo a guerra. "Nós não precisamos da ONU", disse o embaixador Frances Butagira. "Nós não precisamos de tropas de paz. Nós só desejamos assistência enquanto desarticulamos os acampamentos (rebeldes)." Butagira afirmou que vários comandantes da milícia rebelde conhecida como Exército de Resistência do Senhor, que luta contra as forças do governo desde 1986, foram capturados ou mortos. Sudão Egeland apresentou sua avaliação sobre o conflito ao Conselho de Segurança da ONU. O coordenador das Nações Unidas disse que a perspectiva de paz no país vizinho, o Sudão, pode ter um efeito positivo em Uganda. O Exército de Resistência do Senhor ampliou suas fileiras com o seqüestro de crianças, e o Tribunal Penal Internacional investiga supostos crimes de guerra cometidos por rebeldes que, acredita-se, tem utilizado bases no Sudão. O líder rebelde Joseph Kony afirma que luta pelos direitos do povo local, mas observadores alegam que ele conquistou pouco apoio em uma guerra que incluiu seqüestros em massa e estupro. O misterioso Kony, que fazia parte de de uma força rebelde anterior no norte de Uganda, diz ainda que quer governar Uganda de acordo com os dez mandamentos bíblicos. Mas a prática rebelde de seqüestrar crianças e forçá-las a ser escravas sexuais ou assassinos contraria frontalmente ensinamentos cristãos. O líder rebelde também alega estar lutando pelos direitos do povo da região de Acholi, contra a discriminação que acredita haver por parte do governo. |
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