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Tribunal internacional vai investigar massacre em Uganda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Tribunal Penal Internacional anunciou que vai investigar o massacre de mais de 200 pessoas no norte do Uganda, ocorrido no fim de semana. O Exército de Uganda diz que está perseguindo os responsáveis pelo ataque contra um campo de refugiados perto da cidade de Lira, que se acredita serem membros de uma milícia chamada Exército de Libertação do Senhor (ELS). Durante quase duas décadas as autoridades vêm combatendo o ELS, que é conhecido pela sua brutalidade. “O promotor do TPI, Luís Moreno Ocampo, investigará os crimes cometidos no sábado, 21 de fevereiro de 2004, no campo de Barlonya, no nordeste do Uganda”, diz um comunicado do tribunal. Enterrando os mortos Cerca de 4 mil pessoas viviam no campo de refugiados, que está agora praticamente deserto. Quando os rebeldes cercaram o campo, 26 km a norte de Lira, muitas pessoas fugiram para as suas cabanas de palha e foram queimadas quando os rebeldes as incendiaram, disse um parlamentar de Uganda, Charles Angiro. “É uma situação desesperadora, fomos lá esta manhã com o chefe da Polícia do distrito de Lira e contamos 192 corpos. O cenário é terrível”, disse ele. Cinqüenta e seis pessoas foram levadas para o hospital com queimaduras e outros ferimentos e uma delas morreu no domingo, disse Jane Aceng, chefe do hospital de Lira. Um porta-voz dos rebeldes negou responsabilidade pelo ataque. |
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