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Atualizado às: 15 de junho, 2004 - 08h01 GMT (05h01 Brasília)
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'Sabotagem' barra ajuda humanitária a 10 milhões de pessoas
Refugiados sudaneses em Darfur
ONU diz que não está conseguindo ajudar vítimas da crise no Sudão
Dez milhões de pessoas precisam urgentemente de ajuda e de comida porque os funcionários de agências de trabalho humanitário não conseguem chegar até elas, disse o chefe das ações humanitárias da ONU (Organização das Nações Unidas).

De acordo com o subsecretário-geral Jan Egeland, operações em cerca de 20 países são alvo de sabotagem ou prejudicadas por falta de recursos.

Em sua opinião, a crise em Darfur, no sul do Sudão, é atualmente a pior do mundo.

"Penso que ainda não é um genocídio e que podemos evitar que se torne um", declarou Egeland ao Conselho de Segurança da ONU.

Ele pediu ao fórum mais poderoso da ONU que aprove uma resolução com o objetivo de proteger civis em conflitos armados e evitar que crises menores "se tornem catástrofes de grandes proporções".

Colômbia e Afeganistão

Agências da ONU e outras organizações não-governamentais enfrentam sérias dificuldades para fornecer "os meios básicos para a sobrevivência" aos que mais precisam em outros locais de conflitos, como Colômbia, Somália e Afeganistão.

"É uma combinação de governos que não permitem acesso, grupos armados que não nos dão segurança, e até mesmo a falta de recursos que nos impossibilita de alcançar esses grupos", declarou Egeland.

O alto funcionário da ONU fez duras críticas ao governo do Sudão pelo que vem ocorrendo em Darfur, onde 2 milhões de pessoas precisam desesperadamente de ajuda em meio a enfrentamentos entre rebeldes e milícias árabes.

Egeland contou que os representantes de agências de ajuda humanitária ainda não tinham conseguido obter visto de entrada para o país. Além disso, comida e equipamentos estão sendo retidos.

"O governo, que deveria fazer tudo para nos ajudar, ainda não está ajudando. Alguns ministros estão ajudando, mas alguns de seus subordinados estão nos sabotando", disse Egeland.

Segundo dados apresentados por ele, restrições semelhantes impedem que ajuda seja prestada a 2,2 milhões de pessoas na República Centro-Africana, 3,5 milhões de palestinos, 3 milhões de habitantes do leste do Congo e mais milhões em Uganda, Costa do Marfim, Chechênia, no Cáucaso, Afeganistão e Libéria.

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