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Mesmo com ajuda, 300 mil vão morrer no Sudão, diz USAid | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Integrantes da missão humanitária da ONU (Organização das Nações Unidas) no Sudão afirmaram nesta sexta-feira que uma catástrofe é agora inevitável na região de Darfur, no oeste do país. Eles corroboraram a afirmação de que cerca de 300 mil pessoas ficarão famintas, mesmo que uma ajuda emergencial seja enviada ao país. A afirmação foi feita por Andrew Natsios, chefe da USAid, agência humanitária americana. O número de mortes já totaliza 10 mil e 1 milhão de pessoas está desabrigado nos confrontos entre rebeldes e milícias árabes. Os oficiais da ONU culpam o governo do Sudão que, segundo a organização, “apóia as milícias enquanto elas estupram e matam os habitantes de Darfur”. Fome "Perderemos 300 mil pessoas mesmo se a ajuda chegar. Se ela não chegar, um milhão vai morrer", afirma Natsios. Os números são, segundo ele, baseados nos índices de desnutrição e mortalidade. O chefe do USAid falou durante uma conferência de países doadores em Genebra, na Suíça. A ONU pede para que US$ 236 milhões sejam doados a Darfur. Segundo os agentes humanitários, a situação se agravará em breve, com a chegada da estação chuvosa em Darfur que transformará as ruas da região em lamaçais. As agências afirmam que precisarão jogar mantimentos de aviões e helicópteros o que, segundo elas, já se provou pouco eficaz. Jan Egeland, sub-secretário geral da ONU para assuntos humanitários afirmou que, mesmo depois do recente cessar-fogo, a violência continua na região. "São pessoas completamente indefesas, especialmente as mulheres e as crianças", disse. Água e comida são escassos, as doenças estão se espalhando, as plantações foram destruídas e a fome já é uma realidade, avaliaram os agentes humanitários. Em alguns campos de refugiados, o índice de mortalidade é até 25 vezes mais alto do que a média mundial. Mais de 100 mil pessoas já deslocaram-se para o Chade, país vizinho. Para Egeland, a comunidade internacional está reagindo lentamente para controlar a crise. |
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