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Atualizado às: 04 de junho, 2004 - 16h49 GMT (13h49 Brasília)
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Mesmo com ajuda, 300 mil vão morrer no Sudão, diz USAid
Sudão
Mulheres e crianças são as mais vulneráveis, segundo a ONU
Integrantes da missão humanitária da ONU (Organização das Nações Unidas) no Sudão afirmaram nesta sexta-feira que uma catástrofe é agora inevitável na região de Darfur, no oeste do país.

Eles corroboraram a afirmação de que cerca de 300 mil pessoas ficarão famintas, mesmo que uma ajuda emergencial seja enviada ao país.

A afirmação foi feita por Andrew Natsios, chefe da USAid, agência humanitária americana.

O número de mortes já totaliza 10 mil e 1 milhão de pessoas está desabrigado nos confrontos entre rebeldes e milícias árabes.

Os oficiais da ONU culpam o governo do Sudão que, segundo a organização, “apóia as milícias enquanto elas estupram e matam os habitantes de Darfur”.

Fome

"Perderemos 300 mil pessoas mesmo se a ajuda chegar. Se ela não chegar, um milhão vai morrer", afirma Natsios.

Os números são, segundo ele, baseados nos índices de desnutrição e mortalidade.

O chefe do USAid falou durante uma conferência de países doadores em Genebra, na Suíça. A ONU pede para que US$ 236 milhões sejam doados a Darfur.

Segundo os agentes humanitários, a situação se agravará em breve, com a chegada da estação chuvosa em Darfur que transformará as ruas da região em lamaçais.

As agências afirmam que precisarão jogar mantimentos de aviões e helicópteros o que, segundo elas, já se provou pouco eficaz.

Jan Egeland, sub-secretário geral da ONU para assuntos humanitários afirmou que, mesmo depois do recente cessar-fogo, a violência continua na região.

"São pessoas completamente indefesas, especialmente as mulheres e as crianças", disse.

Água e comida são escassos, as doenças estão se espalhando, as plantações foram destruídas e a fome já é uma realidade, avaliaram os agentes humanitários.

Em alguns campos de refugiados, o índice de mortalidade é até 25 vezes mais alto do que a média mundial.

Mais de 100 mil pessoas já deslocaram-se para o Chade, país vizinho.

Para Egeland, a comunidade internacional está reagindo lentamente para controlar a crise.

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