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Oxfam aumenta as operações em Darfur, sul do Sudão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A organização não governamental Oxfam se declarou gravemente preocupada com a crise humana na região sudanesa de Darfur e reforçou seus esforços na área. A Oxfam elogiou a atitude do governo de relaxar restrições de visto e disse que vai enviar outra equipe de 15 especialistas para a região. Ela disse que a equipe precisaria permanecer em Darfur por pelo menos três meses para que a saúde da população local seja beneficiada. Cerca de um milhão de pessoas fugiram de Darfur, onde milícias pró-governo são acusadas de “limpeza étnica”. Três meses Africanos negros da região dizem que as milícias árabes, chamadas “janjaweed”, os estão expulsando de suas casas em operações conjuntas com as forças do governo. Desde que o conflito em Darfur começou, em fevereiro de 2003, cerca de 130 mil pessoas fugiram para o país vizinho, o Chad, e por volta de 900 mil buscaram refúgio em outras partes do Sudão. “A Oxfam pode agora expandir a sua ajuda humanitária em Darfur já que os vistos foram emitidos para outros 15 especialistas”, disse a diretora regional da organização, Caroline Nursey. “Espero que possamos atingir, com nossos veículos aquáticos, a região de Darfur e suas localizações remotas onde as pessoas precisam urgentemente de ajuda”, disse ela. “O acesso precisa permanecer constante durante os próximos três meses pelo menos, se quisermos melhorar significativamente a saúde de milhares de pessoas que foram obrigadas a deixarem suas casas, prevenindo o aparecimento de novos surtos de doença.” A Oxfam disse que os estoques de comida estão se esgotando rapidamente e o acesso à água potável bastante limitado. Os abrigos usados também seriam precários, inapropriados para chuvas. Na quinta-feira, o Sudão disse que iria cancelar a necessidade de permissões especiais para que funcionários de associações humanitárias pudessem entrar em Darfur. O país disse que suas embaixadas emitiriam vistos para esses trabalhadores em 48 horas. |
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