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Mais de um milhão viraram refugiados no Sudão, diz ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe da missão da ONU enviada à província de Darfur, no Sudão, confirmou que mais de um milhão de pessoas foram expulsas violentamente de suas casas na região. Segundo James Morris (integrante do programa de alimentação da organização), cerca de metade delas estão concentradas em campos de refugiados e o resto vaga em áreas não habitadas do interior do país. “Em toda minha vida nunca tinha visto gente tão assustada e necessitada de ajuda”, disse Morris, que esteve visitando Darfur na semana passada com a missão. Ele declarou que segurança é a chave do problema, e o responsável por isso seria o governo do Sudão. Protesto Ele disse que o governo central precisa controlar as milícias árabes (conhecidas como janjaweed), acusadas de organizar uma violenta campanha para expulsar a população africana. Apesar de ser bastante criticado no mundo inteiro por causa da situação em Darfur, o governo do Sudão foi eleito para a Comissão da ONU para Direitos Humanos, nesta terça-feira. A nomeação levou o delegado dos Estados Unidos a deixar o recinto em protesto. “Não é apropriado que o Sudão integre a comissão”, disse Sichan Siv, representante dos Estados Unidos. O delegado sudanês acusou os EUA de hipocrisia, dizendo que tropas americanas estão cometendo abusos contra prisioneiros e civis no Iraque. |
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