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ONU quer repatriar milhões de refugiados na África | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O comissário da agência da ONU para refugiados, Ruud Lubbers, disse que os esforços para a solução de conflitos em vários países africanos criaram a oportunidade de repatriar, voluntariamente, milhões de refugiados. Lubbers discursou na abertura de uma conferência de dois dias na Suíça organizada para convencer doadores internacionais a arcar com os altos custos necessários para o processo de repatriação. O comissário estimou que mais de 2 milhões de refugiados africanos têm agora a escolha de voltar para seus países de origem por causa da solução dos conflitos em países como Angola, Serra Leoa, Libéria, Ruanda, Burundi, Sudão e Somália. Ele disse que mais de 60 países que participam da conferência se comprometeram a ajudar na busca pela paz nos países africanos. "Temos a responsabilidade comum de garantir que as sementes da paz e do desenvolvimento que foram plantadas na África tenham a oportunidade de se desenvolver", disse o representante da ONU. Pelos cálculos da agência, mais de 8 milhões de refugiados regressaram aos seus países de origem entre 1992 e 2001, mais da metade em Ruanda e Moçambique. Lubbers afirmou que para promover o retorno de mais pessoas é preciso efetuar programas de "desarme, desmobilização, reintegração e reabilitação dos antigos combatentes, incluindo os jovens". |
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