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Atualizado às: 28 de janeiro, 2004 - 18h42 GMT (16h42 Brasília)
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África Central anuncia acordo de livre comércio
Conflito no Congo
Maioria dos países foi afetada por conflitos internos

O grupo de 11 países da África Central anunciou a criação de uma área de livre comércio prevista para começar a funcionar em 2007.

O objetivo é dar um novo impulso à Comunidade dos Estados da África Central (CEAC), grupo visto por alguns como “moribundo”.

“Nós vamos fazer o máximo para chegar a uma zona de livre comércio completamente operacional até 31 de dezembro 2007”, os países declararam em um comunicado oficial.

Se os planos de livre comércio forem realizados, a CEAC afirma que a região oferecerá “um mercado dinâmico e atrativo de 100 milhões de consumidores, o que poderia promover o imenso potencial da região”.

Conflitos

O tratado também poderia ajudar a mudar a imagem de que essa é a parte mais fraca do continente, disse Denis Sassou-Nguesso, presidente da República do Congo e anfitrião do encontro no qual o plano foi formulado.

“Isto é um relançamento”, comentou o secretário-geral da CEAC, Louis Sylvain Goma no início de janeiro.

A maioria dos governos envolvidos no tratado foi afetada por conflitos internos.

Muitos dos conflitos já terminaram, mas os danos às economias ainda continuam.

Membros da CEAC
Angola
Burundi
Camarões
República Africana Central
Chad
RD Congo
Congo
Guinea Equatorial
Gabon
Ruanda
São Tomé e Príncipe

No maior país do grupo, a República Democrática do Congo, cerca de 3 milhões de pessoas morreram em mais de cinco anos de conflitos após o fim da ditadura do presidente Mobuto Sese Seko, em 1997.

Em Ruanda e Burundi, disputas étnicas travaram o desenvolvimento econômico.

Em Angola, a guerra civil terminou apenas no ano passado. O governo angolano está sendo acusado por ONGs de ter desviado recursos públicos provenientes da venda de petróleo.

Aids

Outras prioridades estabelecidas na reunião em Brazzaville foram: maior ação contra a epidemia de Aids, implementação da Nova Parceria para o Desenvolvimento da África e promoção da igualdade entre homens e mulheres.

Os 11 países se comprometeram a cortar impostos e diminuir os custos para a aquisição de medicamentos anti-Aids.

A região da África ao sul do Saara lidera o ranking global de incidência do HIV.

A epidemia começou no fim da década de 70 no oeste do continente, antes de chegar ao sul, atualmente a área mais afetada.

A África do Sul concentra o maior número de casos do mundo, com 5 milhões de infectados.

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