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Freira brasileira é ameaçada após denunciar tráfico de órgãos na África | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Quatro freiras católicas, uma delas brasileira, disseram ter recebido ameaças de morte após terem exposto uma quadrilha internacional de tráfico de órgãos que estaria em operação em Moçambique. Os traficantes comercializariam órgãos sexuais de crianças pobres, vendidos para a produção de "amuletos mágicos." A brasileira Maria Eleuda dos Santos, missionária brasileira do mosteiro de Mater Dei, disse que “oficialmente 50 crianças desapareceram, mas na realidade foram muito mais de cem.” “As crianças falaram que homens vêm à noite, trazendo pão e prometendo dar camisetas se elas forem com eles, mas elas nunca voltam.” Amuletos As freiras disseram ter encontrado evidências do comércio ilegal. Elas disseram ter conversado com vítimas que conseguiram escapar e ter fotografado crianças que estariam sem os órgãos. Assassinatos rituais são relatados em vários países africanos, já que curandeiros acreditam que o uso de órgãos humanos em amuletos os tornam mais poderosos. Os amuletos trariam sucesso financeiro ou sexual para quem os usa. “Recebemos ameaças muito claras”, declarou a porta-voz da ordem, a irmã Juliana, à uma rádio portuguesa. “Vários países estão envolvidos nesse esquema e as vítimas são pobres, aqueles que não têm voz ou recursos para se defenderem. Estamos convencidas de que (a cidade de) Nampula é parte de uma rede internacional”, disse a irmã Juliana. Ela disse que aconteceram várias tentativas de raptar crianças do orfanato que elas administram em Nampula. Brasileiros, sul-africanos, moçambicanos e portugueses estariam envolvidos na quadrilha. Espanha O correspondente da BBC em Moçambique, José Tembe, disse que o governo enviou uma equipe de investigadores ao local para averiguar as alegações. Os órgãos estariam sendo enviados a países vizinhos como o Zimbábue e África do Sul. A embaixada espanhola em Moçambique também está investigando as denúncias. As freiras vêm trabalhando na região há cerca de 30 anos. |
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