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Brasil, Índia e África do Sul criam Conselho Empresarial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Brasil, Índia e África do Sul vão criar o Conselho Empresarial Trilateral para aumentar a cooperação na área de comércio, infraestrutura, tecnologia, desenvolvimento sustentável e energia. O conselho também vai criar um fundo contra a pobreza e a fome. O conselho deve dar um novo dinamismo à cooperação empresarial entre os três países, com o objetivo de fazer um acordo de livre comércio, segundo a TV indiana Doordashan DD News Channel. O anúncio da criação do conselho foi feito ao fim de dois dias de reuniões entre os ministros de Relações Exteriores dos três países em Nova Délhi. "O comércio entre países do Terceiro Mundo tem sido mais retórico. Agora, está se tornando uma realidade. Temos muito a aprender um com o outro em política, economia e nas áreas cultural e social", disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em discurso na Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia, nesta sexta-feira. "A criação do conselho vai levar a um aprofundamento das relações, pois as empresas têm um papel importante em unir os países." 'Cabo da Nova Esperança' Amorim disse também que o Brasil atribui enorme importância ao G-3 (grupo dos três países, Brasil, Índia e África do Sul), "cuja força não deve ser subestimada". Segundo ele, havia brechas nas relações dos três países, mas agora, juntos, estavam tentando mudar a geografia econômica do mundo. O ministro das Relações Exteriores da Índia, Yashwant Sinha, disse que a cooperação entre os três países vai dar novo ímpeto ao que está sendo chamado de cooperação Sul-Sul. "Vamos acabar com a distância tanto na mente quanto na geografia. O Cabo da Boa Esperança é agora o Cabo da Nova Esperança", disse Sinha em discurso também na Federação. Já a ministra das Relações Exteriores da África do Sul, Nkosazana Dlamini-Zuma, disse que os três governos vão permanecer comprometidos em facilitar as iniciativas da comunidade empresarial. Segundo ela, o conselho trilateral vai avançar na construção de sinergias entre os três países. |
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