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‘União fará ricos andar atrás de nós’, diz Lula na Índia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira em Nova Délhi que a união dos países em desenvolvimento vai fazer os países ricos “andarem um pouco atrás” do Brasil e de outras nações como a Índia. “Nenhum interlocutor respeita a submissão, se você negociar de cabeça baixa, só vai ceder”, disse Lula. “A União Européia e os Estados Unidos vão continuar mantendo os seus subsídios enquanto eles perceberem que nós não temos uma força alternativa para se contrapor à força dos subsídios.” A afirmação foi feita no penúltimo dia da viagem do presidente à Índia, quando ele afirmou que está otimista em atrair a China e a Rússia para o mesmo tipo de envolvimento que já existe entre o Brasil, a Índia e a África do Sul. “Nossa união vai criar uma força capaz de fazer (aos países ricos) entender que nós já não somos tão dependentes como fomos durante muito tempo, e quando eles descobrirem que nós estamos andando com as nossas pernas, possivelmente eles começarão a andar um pouco atrás de nós.” Amadurecimento “A Índia e o Brasil amadureceram no tempo certo e no momento certo”, disse Lula, referindo-se à aliança dos dois países na reunião da a Organização Mundial do Comércio de Cancún, à criação do G3 com a África do Sul e outras iniciativas. “Isso demonstra que nós nos descobrimos como potência, que ainda não usamos 10% das potencialidades que temos nas relações bilaterais e agora trilaterais com a África do Sul.” Ele afirmou querer que a Rússia, a China, o México, outros países africanos e o restante da América do Sul se juntem a este esforço. “Nós não podemos ficar esperando que alguém ofereça a nós aquilo que nós podemos oferecer entre nós mesmos”, disse o presidente. Durante a entrevista concedida no começo da noite desta terça-feira, Lula referiu-se várias vezes à Índia como “China”. Ele brincou que já estava pensando na viagem que fará para aquele país no mês de maio. Democratização da ONU Lula ressaltou que um dos objetivos da união entre os países em desenvolvimento é reformar o funcionamento da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante a visita, Lula e o primeiro-ministro indiano, Atal Vajpayee, afirmaram apoio mútuo a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. “Logicamente, se prevalecer o poder de veto de um país sobre o outro, a democracia estará comprometida”, disse o presidente. Hoje em dia, os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França e a Grã-Bretanha são membros permanentes do conselho e podem vetar com seu único voto decisões que não lhes agradam. |
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