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ONG acusa governo do Sudão por execução de 136 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A organização de direitos humanos Human Rights Watch, com sede em Nova York, acusou forças pró-governo do Sudão de terem executado 136 pessoas em operações coordenadas no oeste do país, no mês passado. Segundo a Human Rights Watch, homens do grupo étnico Fur foram tomados como reféns em Darfur com a ajuda de tropas do governo e levados aos seus locais de execução em tanques oficiais. As acusações são feitas em um momento em que a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas fez o que organizações de direitos humanos e governo americano consideraram uma "advertência leve ao Sudão" sobre a situação humanitária no país. Por enquanto, a ONU concluiu que a comunidade internacional precisa estar atenta à situação em Darfur, estabeleceu planos de mandar uma equipe para investigar o caso e pediu para que todos os lados do conflito colaborem com um acordo de cessar-fogo. Uma missão da ONU já viajou nesta sexta-feira para Darfur para avaliar as acusações. Críticas americanas A advertência da ONU foi rejeitada pelos Estados Unidos, que continuam pressionando para uma resolução mais firme, que condene o governo do Sudão por abusos. "Daqui a dez anos, vamos ver se a comissão fez um bom trabalho ao evitar a limpeza étnica que está acontecendo no Sudão", disse Richard Williamson, chefe da delegação americana no debate. O governo sudanês nega e não se pronunciou sobre o relatório da Human Rights Watch. Segundo a ONU, mais de 10 mil pessoas foram mortas e mais de um milhão desapareceram no último ano, como resultado dos confrontos em Darfur. |
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