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Funcionários da ONU são libertados no Sudão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezesseis funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) e de Organizações Não-Governamentais (ONGs) foram libertadas neste domingo após terem sido sequestradas na sexta-feira na região de Darfur, no Sudão. Em comunicado, a ONU disse que o grupo foi sequestrado pelo Exército de Libertação do Sudão, um dos mais ativos na região. A ONU também disse estar investigando o caso. Os rebeldes não se manifestaram sobre o assunto. Segundo Kevin Kennedy, coordenador do grupo de ajuda humanitária da ONU no Sudão, os funcionários já retornaram à base de trabalho em El Fasher, ao norte de Darfur. De acordo com relatos, 13 deles seriam sudaneses, e os outros três seriam da Bósnia, Irlanda e Malauí. Conflito O conflito na região pobre e árida de Darfur começou em meados de 2003 quando um grupo rebelde começou a atacar alvos do governo, alegando que a região estava sendo negligenciada pela administração central. Os rebeldes alegam que o governo oprime os negros africanos em favor dos árabes. Historicamente, há registros de tensão entre as duas comunidades por causa de terras e pastagens para rebanhos. O governo diz que controla a região, mas os rebeldes negam isso. Centenas de milhares de civis fugiram de suas casas e estima-se que milhares foram mortos. A ONU e grupos em defesa dos direitos humanos acusam o governo do Sudão de permitir e ajudar diretamente milícias sudanesas a cometer atrocidades contra não-árabes em Darfur. |
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