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Ugandenses processam Grã-Bretanha e pedem R$ 16 trilhões por passado colonial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O "reino" de Bunyoro-Kitara, em Uganda, está processando a Grã-Bretanha por supostas atrocidades cometidas pelos seus soldados durante o período colonial. Um porta-voz do reino, Ernest Kizza, disse à BBC que eles estão pedindo US$ 5,5 trilhões, quase R$ 16 trilhões, em indenização. Kizza disse que os ugandeses apresentarão documentos escritos na Corte Internacional de Haia para provar o seu caso. Ele também disse que as autoridades coloniais britânicas lhes tiraram suas terras e as deram a um "reino" rival. "Bunyoro foi um dos reinos mais ricos de África e foi pilhado e destruído. Até agora a população vive na pobreza", disse Kizza à BBC. Os "reinos" de Uganda foram proibidos em 1966, mas dez deles, incluindo Bunyoro-Kitara, foram restaurados quando o presidente Yoweri Museveni subiu ao poder em 1987. Kizza disse que tem cartas para a rainha de Inglaterra escritas por oficiais do Exército informando-a do número de famílias e animais destruídos nas invasões. O "reino" de Bunyoro-Kitara, no oeste de Uganda, resistiu aos britânicos, mas foi conquistado depois de o "reino" rival de Buganda ter se aliado aos britânicos. Kizza declarou que eles também pretendem processar o reino de Buganda e o governo ugandês para recuperar terras perdidas logo depois da invasão. Ele disse que o governo britânico assinou um acordo com o "reino" de Buganda em 1900 autorizando-o a se apoderar de terras pertencentes ao "reino" de Bunyoro-Kitara. |
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