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Guerra contra o terror diminui ajuda a pobres, diz ONG | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Alguns dos países mais necessitados do planeta estão sofrendo com a chamada “guerra contra o terrorismo”, de acordo com uma ONG filantrópica britânica. Um relatório da Christian Aid afirma que o envio de ajuda para países como o Iraque, o Afegansitão e Uganda está sofrendo distorções devido à ênfase na luta contra o terrorismo. “Alguns dos povos mais pobres do mundo já estão pagando pela guerra contra o terrorismo porque a concessão de ajuda pelos países mais ricos é dirigida pela retórica ‘conosco ou contra nós’, e isso não pode continuar assim”, disse o principal autor do relatório, John Davison. “É perigosa a fusão das atividades humanitárias e para o desenvolvimento e as ações de segurança dos governos doadores.” Renda média Davison citou como exemplo o caso do governo britânico, que, em outubro do ano passado, redirecionou 544 milhões de libras (R$ 2,97 bilhões) que estavam destinados a “países de renda média” para financiar a reconstrução do Iraque. Mas, segundo a Christian Aid, 140 milhões de pessoas entre as mais pobres do mundo vivem em países considerados “de renda média”. O relatório detalha ainda o caso do Afeganistão como representativo da tendência criticada. Em 2004, o governo afegão deve receber US$ 2,2 bilhões (R$ 6,7 bilhões) em ajuda internacional, mas o dinheiro está sendo destinado a projetos militares e de emergência ao invés de ações que visem o desenvolvimento a longo prazo do país. “A definição da segurança como prioridade é uma prioridade dos Estados Unidos”, disse Davison, segundo quem ativistas de agências humanitárias são vistos no Afeganistão como agentes americanos e estão sendo assassinados. |
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