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'Guerra ao Terror' pode durar meio século
A Guerra ao Terror pode durar cinquenta anos, segundo um membro do serviço secreto britânico. Falando em um congresso patrocinado pelo governo americano em Las Vegas, o superintendente Stuart Harrison ofereceu um raro panorama dos serviços de inteligência. Ele disse que um ''esforço extremo'' seria necessário antes que o mundo voltasse ao seu estado normal. Harrison, um especialista em contra-terrorismo, estava na conferência para compartilhar a experiência britânica em lidar com a Al-Qaeda. 50 anos Serviços secretos nos dois lados do Atlântico vêm sendo forçados a reavaliar suas formas de trabalho após os ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos. Harrison explicou como a Grã-Bretanha reorganizou seus esforços anti-terrorismo para lidar com o que ele descreve de uma nova forma de ameaça. ''Isso é maior do que qualquer coisa que já tenhamos imaginado antes. Estamos comprometidos por um longo período. Isso durará por uns 35 ou 50 anos antes de ser concluído'', disse. Derrubar aviões Durante o ano de 2003, houve uma série de eventos que salientaram o perigo para a Grã- Bretanha. Os eventos variaram desde a descoberta de traços do veneno ricina em um apartamento no norte de Londres a cidadãos britânicos organizando ataques suicidas em Israel. Ressaltando o grau de perigo, Harrison afirmou que 558 pessoas foram detidas acusadas de supostas ligações com grupos armados islâmicos no ano passado. Na conferencia de Las Vegas, ele pintou um quadro alarmante dos maiores riscos do momento, como os oferecidos por lançadores de mísseis anti-aéreos portáteis. Atentados suicidas ''A ameaça é muito, muito real'', ele disse. ''Estamos razoavelmente seguros de que existem SAM 7 (mísseis anti-aéreos portáteis) dentro da Grã-Bretanha, no poder de células da Al-Qaeda, que estão esperando pela oportunidade de usá-los.'' Talvez mais preocupante, ele também discorreu sobre a possibilidade de ataques suicidas dentro do país. ''Ataques suicidas são inevitáveis'', ele disse. ''Estamos nos preparando para um atentado à Grã-Bretanha no exterior, mas de forma nenhuma é certo que evitaremos um ataque por muito tempo.'' Ele revelou que a polícia já descobriu cinturões-bomba sendo fabricados na Grã-Bretanha. Preparativos O lado positivo é que a Grã-Bretanha tem uma grande experiência em lidar com terroristas por causa do problemas na Irlanda do Norte. ''A Irlanda do Norte vem sendo o melhor campo de treinamento para operações de paz que qualquer polícia poderia ter tido no mundo inteiro.'' E a Grã-Bretanha tem respondido à realidade de um mundo pós-11 de setembro ao melhorar a comunicação entre a polícia, os militares e o serviço secreto. ''Nós criamos uma estrutura para assegurar que informações cruciais sejam transmitidas para aqueles que as necessitam, em uma hora.'' ''Quando houve uma ameaça ao funeral da Rainha-mãe, a informação foi recebida na Irlanda do Norte e passadas aos policiais nas ruas, em apenas 20 minutos'', afirmou. ''Necessitamos entender contra quem estamos lutando, desenvolver nossa tecnologia, e acima de tudo, ter pessoas competentes para lidar com a ameaça'', disse Harrison. A Convenção em Tecnologias Emergentes do Governo americano aconteceu na semana passada em Las Vegas. |
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