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Atualizado às: 12 de julho, 2004 - 14h44 GMT (11h44 Brasília)
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Uganda dá apoio a plano dos EUA de abstinência sexual
Paciente com Aids dorme em hospital de Bangcoc, na Tailândia
Na Tailândia, campanha pelo uso de camisinhas se mostrou efetiva
O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, defendeu nesta segunda-feira a tese dos Estados Unidos de que promover a abstinência sexual e a fidelidade é a mais efetiva estratégia de combate à Aids.

"Em algumas culturas, a relação sexual é tão elaborada que camisinhas são um obstáculo. Deixem a camisinha ser usada por pessoas que não podem se abster, que não podem ser fiéis ou que são alienadas", disse Museveni.

O presidente de Uganda manifestou sua posição em discurso durante a 15ª Conferência Internacional de Aids, em Bangcoc, na Tailândia.

O encontro tem sido dominado por críticas à política americana de investir um terço de seus recursos para a luta contra a Aids em iniciativas de grupos religiosos que pregam a abstinência sexual e a fidelidade.

Estratégia

Uganda é um dos poucos países que conseguiram transformar uma crise de casos de Aids em uma história de relativo sucesso ao controlar a epidemia.

Médicos e ativistas afirmam, no entanto, que a abstinência sexual é apenas uma parte de uma efetiva estratégia de combate à doença.

Muitos especialistas dizem que encorajar o uso de camisinhas é a abordagem mais efetiva e citam a Tailândia como exemplo.

Uma campanha realizada no país para pedir que as pessoas que trabalham na indústria do sexo insistam no uso de preservativos reduziu os índices de contaminação pelo vírus HIV para quantias sete vezes menores do que há 13 anos.

Em meio ao debate sobre estratégias de combate à Aids, o Banco Mundial afirmou que utilizar o dinheiro de iniciativas contra a doença para reconstruir os sistemas de saúde de países duramente atingidos pelo vírus HIV representa um "uso justificado" para esses recursos.

De acordo com a instituição, apesar do aumento do dinheiro destinado ao combate à Aids, esses investimentos não se refletiram nos serviços de saúde porque muitos países sofrem com a falta de médicos, enfermeiras e hospitais.

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