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Atualizado às: 11 de julho, 2004 - 15h05 GMT (12h05 Brasília)
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ONU pede ação urgente contra a Aids
Paciente de aids
Annan diz que crise da Aids está em "momento decisivo"
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, alertou que a comunidade internacional não está fazendo o suficiente para combater a Aids.

Annan disse que muitas das metas estabelecidas pelos líderes mundiais três anos atrás para combater o vírus não foram cumpridas.

Falando na abertura da 15ª Conferência Internacional de Aids, em Bangcoc, na Tailândia, Annan também alertou para as graves conseqüências econômicas na região do leste asiático, a menos que os líderes ajam de maneira decisiva.

"Aqui na Ásia o vírus HIV e a Aids estão em um momento decisivo", disse ele. "A maneira como enfrentarmos este desafio vai ter um impacto sobre o futuro da região."

Pior do que a África

Annan disse que os líderes regionais têm apenas três anos para impedir que crise se torne pior do que o que foi visto na África.

"Se não for cuidada, a Aids vai devastar não apenas milhões de vidas, mas também vai causar grandes prejuízos aos sistemas de saúde da região e sugar os recursos, tão necessários para o desenvolvimento econômico e social", disse o secretário-geral da ONU.

O discurso foi feito depois que especialistas em Aids da ONU disseram que o teste de HIV deve se tornar uma rotina nos países em desenvolvimento.

Na chegada dos delegados, centenas de ativistas protestaram do lado de fora do centro onde se realiza a conferência, exigindo maior disponibilidade dos remédios baratos nos países em desenvolvimento.

As taxas de infecção na Ásia ainda são muito menores do que no sul da África, mas as grandes populações em países como a China e a Índia significam que mesmo com baixa incidência, a doença atinge um grande número de pessoas.

No sábado, o primeiro-ministro chinês, Wen Jinbao, reconheceu que a Aids atinge todas as camadas sociais da China.

Metas

Especialistas alertam que, a menos que seja feito mais para combater a doença, a Aids pode se tornar uma epidemia na Ásia, em escala ainda maior do que foi visto na África.

Um relatório do Fundo Global de Combate a Aids, Tuberculose e Malária, lançado pela ONU, mostra que um quinto dos projetos iniciais não cumpriram as metas estabelecidas e provavelmente não vão receber mais apoio.

A análise de 25 projetos do Fundo Global, que custam cerca de US$ 160 milhões, responsabilizou a burocracia local pelo fracasso.

Mas segundo o relatório, apesar de tudo, os projetos obtiveram melhores resultados do que outros programas de saúde.

O Fundo Global foi concebido por Kofi Annan como um meio de combater as doenças que mais matam no mundo. Ele é financiado por doadores privados e governos dos países ocidentais.

Depois da última conferência internacional da Aids, em Barcelona, o governo americano prometeu doar US$ 15 bilhões em cinco anos para programas de combate à Aids fora dos Estados Unidos.

Quase 2,3 milhões de pessoas se beneficiam desses programas, mas ainda faltam recursos.

A Organização Mundial de Saúde afirma que menos de um em cada dez soropositivos nos países em desenvolvimento tem acesso aos remédios que eles precisam.

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