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Atualizado às: 11 de julho, 2004 - 17h04 GMT (14h04 Brasília)
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'50% dos órfãos do Brasil perderam um dos pais para a Aids'

Manifestação contra Aids na África do Sul
A OIT calcula que Aids vai matar 28 milhões de trabalhadores até 2005
Um relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) diz que metade dos órfãos brasileiros perdeu pelo menos um dos pais para a Aids.

O dado faz parte de um estudo lançado pela entidade que avalia o impacto da Aids sobre o mundo do trabalho.

Um dos problemas apontados pela OIT é o de que o crescente número de crianças que crescem sem o apoio dos pais, que morreram por casa da Aids, têm a educação prejudicada e chances menores de conseguir um trabalho de boa qualidade no futuro.

Em todo o mundo, a OIT estima que 15 milhões de órfãos com menos de 18 anos perderam pelo menos um dos pais por causa da Aids.

Crescimento pela metade

O estudo está sendo apresentado na 15ª Conferência Internacional sobre a Aids, que está acontecendo em Bangcoc, na Tailândia.

O documento afirma por exemplo que o vírus HIV e a Aids cortaram pela metade o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos países africanos entre 1992 e 2002 .

Além disso, em todo o mundo, estima-se que cerca de 36,5 milhões de pessoas em idade de trabalho estejam com Aids e que, até o ano que vem, 28 milhões vão morrer da doença.

Esse impacto da doença na força de trabalho teria diminuído o PIB desses países em 0,7% ao ano, e o crescimento deles no mesmo período foi também de 0,7% ao ano.

Isso indica que, sem a epidemia, o crescimento econômico da África poderia ter sido de 1,4% ao ano entre 1992 e 2002.

Já nos países da América Latina e do Caribe, a perda per capita foi significativamente menor, de 0,3% ao ano. A porcentagem, no entanto, representa uma fatia bem menos representativa do crescimento total no período.

Brasil

No Brasil, segundo o relatório da OIT, o impacto da Aids sobre a economia foi tão reduzido que não foi possível calcular esses percentuais.

O relatório diz que a situação é semelhante àquela identificada em outras economias emergentes, como a China e a Índia.

No entanto, a projeção da instituição para os próximos anos prevê que o número de trabalhadores mortos por Aids no Brasil vai crescer consideravelmente.

A OIT afirma que, até o ano que vem, apenas 0,7% da população economicamente ativa deve ser perdida para a doença.

No entanto, essa porcentagem deve subir para 1% em 2010 e 1,2% em 2015.

Perdas dramáticas

Os países que mais perdem trabalhadores para a Aids são Botsuana, que em 2015 pode ter sua força de trabalho reduzida em 36%, e o Zimbábue, onde esta porcentagem pode chegar a 41%.

Nesses países em que os índices de contaminação são muito altos, como a África do Sul, por exemplo, o impacto na economia é dramático.

A economia sul-africana é a maior do continente. Embora a taxa de incidência de Aids do país não seja a mais alta, a OIT calcula que US$ 7 bilhões tenham sido perdidos todos os anos entre 1992 e 2002.

Isso representa uma perda de US$ 115 per capita por ano.

No mundo todo, o prejuízo teria sido de US$ 17 bilhões por ano, o equivalente a US$ 15 por pessoa, em média.

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