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Atualizado às: 01 de dezembro, 2003 - 17h11 GMT (15h11 Brasília)
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Um em sete portugueses acredita que se pega Aids com aperto de mão

homem com seringa
O número de usuários de drogas injetáveis com Aids diminuiu neste ano

Uma pesquisa publicada na segunda-feira, Dia Mundial de Luta contra a Aids, mostra que um em cada sete portugueses acredita que a doença pode ser transmitida através do toque.

Segundo a pesquisa, conduzida pela Eurobarómetro, entre as formas erradas de transmissão que essas pessoas imaginam estão um aperto de mão, partilhar um copo ou um prato.

O número dos que acreditam que comer uma refeição preparada por alguém contaminado com o HIV pode provocar a doença chega a 20%.

Ainda segundo a pesquisa, os portugueses não acreditam que as campanhas de prevenção e informação sejam eficazes para evitar o alastramento da doença.

Mais heterossexuais

De acordo com os dados divulgados pela Liga Portuguesa contra a Sida (forma como os portugueses chamam a doença), houve uma mudança no perfil dos novos doentes.

Até o ano passado, mas de 50% dos infectados eram dependentes de drogas que partilhavam seringas, enquanto os heterossexuais chegavam a perto de 30%. Os homossexuais, hemofílicos e filhos de pessoas infectadas representavam 21% dos novos casos.

Neste ano, o número de dependentes de drogas que contraíram o HIV caiu para 30%, uma percentagem semelhante à do grupo composto por homossexuais, hemofílicos e filhos de infectados. O maior número foi de heterossexuais, 40% do total de 1.548 casos registrados.

“É verdade que se pega a sida com um aperto de mão”, diz resoluta a artista de circo aposentada Júlia Rodrigues Gaspar, de 78 anos. “Há muita gente com sida por aí”, conta numa praça de Lisboa, na fila para comprar um passe de transporte.

Quando questionada sobre outras formas de pegar a doença, aparece um olhar de terror no seu rosto, ela começa a andar e, de costas, diz: “É melhor perguntar para outra pessoa. Eu não sei ler”.

O taxista Fernando Martins, de pé, ao lado de seu carro, diz que não corre o risco de pegar a doença. “A sida se pega através do sangue, e na vida sexual, mas eu já não tenho idade para isso”, diz Martins, que afirma ter 65 anos.

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